Neste domingo, 4, o jornal Zero Hora, de Porto Alegre, comemora 50 anos. São cinco décadas levando informação e credibilidade aos gaúchos.
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Antiga sede do jornal Zero Hora, no Centro de Porto Alegre, que hoje, abriga a sede da 'ZH Classificados'. |
Na década de 1980, o jornal ganhou uma logomarca que foi desenhado pelo Hans Donner, aquele que faz os logos da Rede Globo e dos programas da mesma emissora. Em 1988, a informatização chegou a Zero Hora com teclados e monitores, que foram desenvolvidos especialmente para redações de jornais pela empresa norte-americana CSI. A Redação também mudou do térreo para o quarto andar do prédio e o processo foi gradual: cada editoria do jornal passou por um treinamento prévio e depois subiu para a nova Redação, deixando para trás as máquinas de escrever e passando a conviver diretamente com o sistema informatizado. Em 1989, Zero Hora alterou o projeto gráfico pela primeira vez. Nesse ano, o jornal abandonou o estilo de capa semelhante a um cartaz, com manchetes e títulos em letras maiúsculas, por títulos em tamanhos e letras menores, mais sóbrios e suaves. Era um momento diferente para o jornal que passava a não depender exclusivamente de venda avulsa e tinha uma carteira sólida de assinantes.
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Sede da Zero Hora, no bairro de Azenha, em Porto Alegre. |
Em meados de 2004 ou 2005, o jornal alterou mais um projeto gráfico. Em 19 de setembro de 2007, lançou o site ZEROHORA.com, que apresenta notícias atualizadas 24 horas por dia, sete dias por semana, mais a versão impressa do periódico. Em 2009, ano em que o jornal completou 45 anos, Zero Hora inaugurou o Parque Gráfico Jayme Sirotsky, em 26 de junho. Fruto de investimento de R$ 70 milhões, a obra garantirá maior rapidez e qualidade de impressão a Zero Hora. Erguido na Avenida das Indústrias, 748, zona norte da Capital, próximo ao Aeroporto Internacional Salgado Filho, o parque gráfico permitirá a impressão de 75 mil exemplares de ZH por hora – ou 20,8 jornais por segundo. O limite de páginas coloridas por caderno de ZH, que hoje é de 48, sobe para 64. Além da qualidade de impressão, os leitores ganharão em agilidade, porque ZH estará mais cedo nas ruas. A tecnologia do parque não se restringe às máquinas, que serão operadas por cerca de 130 profissionais. O prédio foi construído segundo as últimas normas de cuidados ambientais. Sendo assim, é um dos maiores parques gráficos do Brasil. Um dia depois da inauguração, no dia 27 de junho, o projeto gráfico do jornal foi 'reciclado'.
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Em 2010, a versão digital da ZH impressa começou a ser restrito. Em 30 de julho, o site pede que os internautas façam um cadastro para ler a edição impressa, tanto no texto, quanto na versão flip (esse último foi desde janeiro). No dia 8 de setembro, a versão digital da ZH impressa foi totalmente restrita para os assinantes do jornal. Em agosto de 2012, Zero Hora passou a cobrar por todo conteúdo digital e se tornou o segundo jornal do Brasil a adotar o #paywall. Qualquer pessoa poderá, gratuitamente, acessar até 20 links por mês. Ao chegar à 30ª notícia, o acesso é bloqueado e é enviada uma mensagem com o oferecimento das opções de assinatura. A assinatura digital de Zero Hora, junto com o #paywall, custa R$ 4,90 nos dois primeiros meses, a partir do terceiro mês, o preço aumenta para R$ 36,90.
Em 2014, Zero Hora inova e três dias antes de comemorar o cinquentenário, o jornal lançou na última quinta-feira, dia 1º, Feriado do Trabalhador, uma nova fase, que é uma das mudanças mais importantes da história. A começar pela logomarca que passou a ser chamada de 'ZH' e o triângulo amarelo que simboliza o universo do jornal multiplataforma. Mudanças também na edição impressa, que no primeiro caderno, as editorias de Política, Economia, Mundo, Geral e Polícia, se juntaram e viraram a editoria 'Notícias'. Ainda no Primeiro Caderno, estreia a nova editoria 'Sua Vida', que traz um conjunto de informações que tratam da vida real das pessoas, como comportamento, educação, saúde, qualidade de vida e mobilidade urbana. Além da editoria de 'Esportes', que circula no Primeiro Caderno de terça a domingo; e do Segundo Caderno. Na edição dominical, o Zero Hora estreia o caderno 'PrOA', que vai ampliar o espectro de temas e ganha tratamento diferenciado, e trará para as páginas do jornal discussões locais, nacionais e internacionais. Além da edição impressa, Zero Hora teve uma 'reciclagem' na versão online, e também para Android e iOS (para tablet e smartphone). Para o editor de Arte dos Jornais do Grupo RBS, Luiz Adolfo Lino de Souza, a ideia é ter uma Zero Hora que combine páginas de jornal com páginas de revista, dependendo do tratamento pedido pelo tema.
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Parque Gráfico de Zero Hora, no bairro São João, em Porto Alegre, onde rodam as edições de Zero Hora, onde são impressos 75 mil exemplares por hora. |
Ao longo das cinco décadas, o jornal Zero Hora teve fatos marcantes, como a chegada do Homem a Lua (1969), a visita do Papa João Paulo II em Porto Alegre (1980), a neve em Porto Alegre (1984), os Atentados Terroristas do WTC em New York City (2001), a Tragédia na Boate Kiss em Santa Maria (2013), e as conquistas da seleção nas Copas do Mundo de 1970, 1994 e 2002.
O meu caso com a Zero Hora
Foram muitos momentos que convivi com a Zero Hora, da minha adolescência até hoje. Eu comecei a ler o Zero Hora em agosto de 2008, pela versão digital, onde acessava de vez em quando na lan-house. A partir de dezembro do mesmo ano, eu acompanhava todos os dias, principalmente na edição impressa, que foi um dos primeiros jornais impressos que eu li no computador. Depois que a versão flip de ZH foi restrita aos assinantes e o conteúdo online no site aderiu ao #paywall, parei de ler o jornal todos os dias, mas continuo atualizando o site de Zero Hora de vez em quando. Mesmo assim, não deixei de ser um leitor-assíduo de Zero Hora. Se eu li a versão impressa de ZH na adolescência, eu estou com muita vontade de ler a ZH de papel pra ver como é o jornal. Apesar de morar próximo a cidade de João Pessoa, na Paraíba, imagine se os jornais do Sul, inclusive o Zero Hora, estaria vendendo nas bancas de jornal nas grandes cidades da região Nordeste do Brasil. E é uma boa sugestão para a diretoria do jornal. E mais, a nova logomarca e o novo projeto gráfico da ZH ficou muito ótimo! Muito mais moderno, bonito, criativo e diferentes das outras edições da ZH que eu acompanhei nos últimos seis anos e dos outros jornais do Brasil. E, por coincidência, o projeto gráfico, principalmente a capa, vai ficar muito parecido do que o jornal impresso, de Recife, que eu leio, com criatividade e modernidade. Apesar das mudanças, a Zero Hora não deixa o compromisso e a credibilidade de levar a informação todos os dias para os gaúchos e brasileiros.
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A equipe que faz a Zero Hora acontecer. |
Aos funcionários de Zero Hora, da diretoria aos jornalistas, passando pelos redatores, colunistas e fotógrafos, dou os parabéns pelos 50 anos do melhor jornal do país. Merece o #TroféuWilliamBonner de hoje.
Fonte e Pesquisa: Zero Hora e Wikipedia