terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Com fortes emoções, Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi fez história e na PAZ



Meus amigos, a cada quatro anos tem os tradicionais jogos olímpicos. A última foi as Olimpíadas de 2012 em Londres e a próxima cidade que vai sediar os jogos olímpicos é o Rio de Janeiro, em 2016. Mas tem uma outra olimpíada, a de inverno. A cada quatro anos, é realizada os jogos olímpicos de inverno. E uma curiosidade: o ano das olimpíadas de inverno é o mesmo ano da Copa do Mundo. A primeira cidade a sediar os jogos olímpicos de inverno foi na cidade de Chamonix, na França, em 1924. Ao longo dos 80 anos, 24 cidades foram sedes dos jogos.

Esse ano, Sochi, na Russia foi a cidade das Olimpíadas de Inverno. Os jogos aconteceram nos dias 6 e 23 de fevereiro. E nesse blog, vou contar tudo o que aconteceu nas modalidades dos jogos.

Os Jogos Olímpicos de Inverno começaram no dia 7, com a Cerimônia de Abertura no Estádio Olímpico de Fisht, que foi a mais cara e que custou R$ 1,5 bilhão. Quase R$ 500 milhões a mais do que o investimento da reforma do Estádio Nacional de Brasília, para a Copa do Mundo aqui no Brasil. Os sonhos da Rússia foi o tema da Cerimônia que teve como fio condutor a menina Lubov, que significa amor em russo. Ela passeou por belas paisagens russas e pelas representações da formação do país, como a Revolução de 1917 e o sonho socialista. Após passar pelas mãos de Maria Sharapova e Yelena Isinbayeva, a tocha olímpica foi acesa fora do estádio, pelos ex-atletas de inverno Irina Rodnina e Vladislav Tretyak. Outro detalhe que mais me impressionou na cerimônia foi o desfile das delegações. E nunca antes da história das Olimpíadas que uma rampa no meio da pista se abriu para a o início do desfile e surpreendeu a todos no estádio. Ao todo, 88 países foram apresentados. Assim como acontece nas outras olimpíadas, a Grécia foi o primeiro para depois seguir os países em ordem alfabética. A delegação brasileira foi a 15ª a se desfilar com a equipe de mãos dadas e Jaqueline Mourão no Porta-Bandeira.

Jaqueline Mourão como porta-bandeira na cerimônia de abertura.

E teve outras curiosidades no desfile. Como a delegação de Bermudas que fez jus ao nome do país e entrou no estádio olímpico de bermuda. Atletas das Ilhas Cayman desafiaram os 3 graus e se apresentaram em simplórios chinelos e bermudas. As numerosas e poderosas delegações da Alemanha e do Canadá chamaram a atenção. Sem falar da tradicional delegação norte-americana que é chamado de 'Team USA', com 230 atletas. Vale lembrar que há quase 24 anos, nas Olimpíadas de Moscou, em 1980, houve boicote. A delegação da Rússia foi a última a se desfilar com a maior delegação das Olimpíadas de Inverno, com 270 atletas.

A Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Sochi foi bem organizado. Ou melhor, quase isso, porque logo no início teve uma falha que chamou a atenção de todos, um dos cinco anéis olímpicos não apareceu. A ideia original era que as cinco estruturas em forma de floco de neve gigantes, que estavam presas ao teto do estádio, abrissem em círculos e em seguida acendessem em um show de pirotecnia, mas a apresentação acabou ficando incompleta após a falha técnica. Agora, se os 40 mil espectadores presentes no estádio Fisht e os milhões de telespectadores (inclusive aqui no Brasil) que assistiram às imagens do sinal internacional pra ver a grande gafe ao vivo e em cores, na Rússia, foi diferente. Acredite se quiser, mas uma emissora de TV local conseguiu mascarar o incidente porque estava transmitindo a Abertura com quinze segundos de atraso. Já o maior canal do país, Pervyi Kanal, mostrou os quatro primeiros anéis se abrindo normalmente, cortou em seguida para imagens do público, antes de voltar para o quinto anel, já aberto, formando o símbolo olímpico. Que coincidência, hein?!

As competições começaram no dia 8. No primeiro dia teve de tudo. Um norueguês Ole Einar Bjoerndalen como recordista em biatlo e levou o sétimo ouro olímpico, e foi considerado o atleta que mais subiu ao pódio dos Jogos de Inverno, ao lado de seu compatriota Bjorn Daehlie, do cross-country. No moglis, uma festa 'Em Família'. Isso porque as irmãs canadenses Justine e Chloe Dufour-Lapointe desbancaram a favorita Hannah Kearney e levaram o ouro e a prata, respectivamente. Mas a alegria só não foi mais completa porque Maxime, a outra irmã, ficou em 12º. Durante a partida entre Estados Unidos e Finlândia no Hóquei Feminino, um gol que parece um lance de Futebol. A seleção americana venceu a seleção finlandesa por 3 a 1 na Arena Shayba. Na Patinação de Velocidade, teve o primeiro recorde olímpico. O holandês Sven Kramer confirmou o favoritismo e levou o ouro percorrendo 5.000m em 6m10s76, superando sua marca anterior dos Jogos de Vancouver 2010, que era de 6m14s60. Mas a primeira medalha de Sochi foi para o americano Sage Kotsenburg, que levou ouro no Snowboard Slopestyle.

A americana Jamie Anderson conquistou a
medalha de ouro no Snowboard Slopestyle feminino.
No dia 9, teve estreia no Brasil nas Olimpíadas de Inverno em Sochi. Jaqueline Mourão fez a participação do Brasil no Biatlo Sprint 7,5km, mas ela acabou na 77ª posição. O primeiro ouro da Rússia foi a Yulia Lipnitskaya, de 15 anos, que encantou os jurados e pelo público na Patinação Artística no Palácio Iceberg de Patinação com a música tema do filme de Steven Spilberg, “A Lista de Schindler”, de 1993. 12 mil pessoas impressionadas com o talento da menina. Na delegação da Alemanha teve também o primeiro ouro, que veio no luge, com o fenômeno da modalidade chamado Felix Lonch. Campeão mundial mais novo da história - em 2008, quando tinha 19 anos, ele foi o mais rápido nas quatro descidas e se tornou bicampeão olímpico.  No Snowboard Slopestyle, o ouro foi para a americana Jamie Anderson, que é tetracampeã dos X Games na modalidade.

Uma das modalidades mais populares
dos Jogos Olímpicos de Inverno: o Curling
No terceiro dia de competições, no dia 10, teve o primeiro dia do curling, que é um dos esportes mais populares dos Jogos de Inverno para os brasileiros e que tem chaleiras, vassouras, musas e calças esquisitas. No cubo de gelo, quatro jogos de curling ao mesmo tempo. Na abertura da principal modalidade, o público mostrou-se surpreso com a entrada de quatro músicos interpretando uma tradicional canção escocesa, uma homenagem ao país em que o curling teve origem. No Esqui Moglus, o canadense Alex Bilodeau levou o bicampeão olímpico. No Esqui Alpino Supercombinado (ou chamado 'slalom'), a alemã Marie Hoefl-Riesch conquistou o bicampeonato olímpico, e quando soube que tinha alcançado o melhor tempo somado nas duas descidas, a atleta se ajoelhou na neve. No Patinação de Velocidade, os dois dos três primeiros colocados são gêmeos. Os holandeses Michael e Ronald Mulder se deram bem na competição de 500m e levaram bronze para o Ronald Mulder e ouro para o Michel Mulder. Já o outro holandês, o Jan Smeekens, que não são parentes dos gêmeos Mulder, levou prata. Nas outras modalidades, teve tombos e quedas no Esqui Alpino Super Combinado e na patinação de velocidade pista curta, onde o sul-coreano Se Yeoung Park se chocou com o holandês Sjinkie Knegt e foi parar nas placas acolchoadas.

O casal alemão deu show na apresentação do programa
curto pela Patinação Artística, mas não se classificaram.
No dia 11, teve zebras no snowboard halfpipe. O americano Shaun White era favorito para conquistar o tricampeonato olímpico, mas nem pódio pegou e ficou em quarto. O ouro ficou para o Iouri Podlatchikov e prata e bronze foi para os japneses Ayumu Hirano e Taku Hiraoka. Na Patinação Artística, o casal alemão Daniel Wende e Maylin Wende arrasaram na apresentação ao som de "November Rain", do Guns n´Roses. Marylin sofreu uma queda e no final, para consolar a amada, Daniel lhe deu um abraço e um beijo que arrancaram suspiros no Palácio Iceberg. Quedas e tombos aconteceram também no esqui slopestyle. A canadense Yuki Tsubota sofreu uma forte queda e foi levada ao hospital. No sprint do esqui cross-country, três dos quatro atletas que estavam disputando a prova caíram em um "strike humano". Aquilo foi feio mesmo, hein?! Em mais um dia de curling, a russa Anna Sidorova (que é chamada Musa do Molejo em uma paródia da música 'Dança da Vassoura' do grupo Molejo), teve uma atuação instável na vitória da Rússia sobre os Estados Unidos por 9 a 7. A capitã da seleção feminina russa disse que assistiu o vídeo e ficou encantada. Em entrevista ao portal GLOBOESPORTE.com, ela agradeceu o carinho dos fãs brasileiros e espera que o esporte seja levado mais a sério mundo afora. Com 23 anos e solteira, Sidorova disse que vai passar as próximas férias aqui no Brasil. E dois brasileiros competiram no esqui cross-country, mais acabaram entre os últimos colocados. Apesar da derrota, Leandro Ribela e Jaqueline Mourão ficaram satisfeitos com seus desempenhos.

Nas duas telas acima, o clipe da paródia da 'Dança da Vassoura' e o
vocalista Anderson Leonardo segura a foto da russa Anna Sidorova,
que (nas duas telas abaixo) ela viu o vídeo e ganhou uma foto de recordação.

A eslovena Tina Maze e a suíça Dominique Gisin tiveram o mesmo tempo
no esqui downhill feminino e as duas conquistaram o ouro cada uma.

No quinto dia de competições, no dia 12, uma preocupação: as temperaturas ficaram num clima de verão. As temperaturas registraram 20°C na Costa e 11° na Montanha. Outra curiosidade é que até esta data, não nevou há 16 dias em Sochi. E o problema ficaria pior, porque segundo os jornais europeus, se as temperaturas continuarem altas assim, as Olimpíadas de Sochi serão as mais quentes de todos os tempos. Mas o principal destaque não é o 'calorão', e sim, no esqui downhill feminino. A suíça Dominique Gisin e a eslovena Tina Maze fizeram exatamente o mesmo tempo (1m41s57 cada uma) em suas descidas e tiveram que dividir o degrau mais alto do pódio. Ou seja, nunca antes da história das Olimpíadas de Inverno (e nunca tinha visto em outras edições dos jogos olímpicos da minha vida) em que duas pessoas empatam em primeiro lugar na decisão de uma competição. Nesse tipo de situação, não existe entrega da prata, apenas o bronze. Por isso, o bronze ficou com a suíça Lara Gut. No Patinação de Velocidade, o holandês Stefan Groothuis levou ouro nos 1000m, deixando o americano Shani Davis decepcionado. Já na Patinação Artística, o casal Tatiana Voloszhar e Maxim Trankov, da Rússia, levaram ouro com uma belíssima apresentação ao som de "Jesus Christ Superstar" emocionou e fez o público vibrar demais.

O americano Nicholas Goepper largou os bastões
para descer com manobras abertas no esqui estilo livre
slopestyle e levou bronze.
Tombos, atropelos e fraturas marcaram o sexto dia de competições no dia 13. A começar pelo patinador artístico russo Evgeni Plushenko. Ele desistiu de seguir na competição após sentir as costas e anunciou sua aposentadoria. Já a polonesa Justina Kowalczyk, ouro no esqui cross country 10km, fraturou com o pé esquerdo fraturado. E o americano Jeremy Abbott caiu feio na patinação artística, mas se levantou e arrancou a classificação para a final. O pior foi no bobsled. Um funcionário foi atropelado por um trenó na pista do Complexo Sanki, antes dos treinamentos oficiais das duplas. O homem foi retirado de ambulância e levado de helicóptero para um hospital. O trenó verificava as condições da pista e de segurança do traçado antes que os atletas começassem a treinar. O presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach, afirmou que a vítima quebrou as pernas e graças a DEUS, não corre risco de morte. Quedas e tropeços aconteceram no Patinação de Velocidade, na final dos 500m feminino. A britânica Elise Christie derrubou a italiana Arianna Fontana e a coreana Seung-Hi Park, e deu a vitória para chinesa Jianrou Li, que chorou de emoção com seu treinador. Sendo assim, Christie foi desclassificada e Fontana levou a prata. Já o bronze ficou com a coreana Seung-Hi Park. No esqui estilo livre slopestyle, o americano Nicholas Goepper, abandonou os bastões e com toda coragem, desceu com manobras abertas. Mesmo assim, o atual campeão dos X Games, com 19 anos de idade, ficou com a medalha de bronze. O ouro ficou para o americano Joss Christensen e a prata levou para o outro americano Gus Kenworthy. Ou seja, só trio do 'Team USA' no pódio. No luge, os alemães levaram quatro medalhas de ouro e uma de prata e amplia a liderança no Quadro de Medalhas. É a hegemonia alemã no luge.

Mesmo não se classificando, Josi Santos representou a
Laís Souza e se superou no esqui estilo livre.
O romantismo tomou conta no dia 14, dia de São Valentim (ou Valentine's Day), que é celebrado o Dia dos Namorados nos EUA, Europa e países do hemisfério norte. O japonês Yuzuru Hanyu deu show na patinação artística ao som de "Romeu e Julieta", de William Shakespeare, e faturou o ouro. No skeleton, a americana Noelle Pikus-Pace, que depois de decepções nos Jogos anteriores com uma cirurgia grave e fratura por estresse na perna direita, além da pausa no esporte para ter filhos, se superou e conquistou o ouro e não pensou duas vezes: escalou a grade e abraçou a família e beijou o marido. A palavra SUPERAÇÃO foi também para a brasileira Josi Santos, no Esqui Estilo Livre Aéreos. Representando a Laís Souza, Josi escolheu a menor rampa para saltar e fez uma acrobacia simples. Tudo para evitar uma queda. Pra quem não sabe, no esqui aéreo, cada atleta tem duas chances nas eliminatórias. Na rampa, as melhores esquiadoras chegam a 10 metros de altura e a mais de 50km/h. No segundo salto, de novo a tensão. Além da emoção, ela sofreu com dores no joelho, nos últimos dias. E quando completou, sem quedas, ela saiu aliviada e chorando. Laís Souza ficou em último lugar entre as 22 que saltaram. Mas isso não teve a menor importância. Talvez nem a campeã olímpica tenha merecido tanto reconhecimento. Foi o dia dela na modalidade. E não foi dessa vez que Jaqueline Mourão se deu bem em Sochi. Disputou sua terceira prova, o biatlo 15km, e novamente ficou em 76º e último lugar e não escondeu a frustração. É a quinta vez que Jaqueline Mourão que participa nos Jogos Olímpicos, sendo três de inverno e dois de verão.

Rússia X USA: Um clássico à la Brasil X Argentina
ou Grêmio X Internacional no hóquei masculino.
No dia 15, um acidente grave nas Olimpíadas de Inverno em Sochi. A russa Maria Komissarova treinava para a prova do esqui cross, descida de montanha com curvas e desníveis, que será disputada, mas quando realizava o seu terceiro salto, caiu. E caiu muito feio. Ela sofreu uma lesão na coluna vertebral depois de uma queda durante um treinamento. Ela precisou ser levada para um hospital, onde passou por uma cirurgia de emergência. Consciente, a russa recebeu a visira do presidente russo Vladmir Putin, a quem pediu para avisar aos pais que estava bem. A pior cena das competições em Sochi. Mudando de assunto, no hóquei, uma rivalidade: Estados Unidos e Rússia. Um jogo à la Brasil X Argentina ou Grêmio X Internacional. A partida foi tenso do começo ao fim. Resultado: vitória de 3 a 2 para os norte-americanos. No skeleton, o russo Alexander Tretiakov levou o ouro numa diferença de 0s81 com o letão Martins Dukurs, que ficou com a prata.

A dupla da Jamaica foi o maior destaque no bobsled.
Após duas semanas de calor e temperaturas típicas de verão, a semana começou o tempo nublado e chuvoso em Sochi, no dia 16. Por causa da forte névoa, a disputa do biatlo foi adiada. No bobsled, a dupla da Jamaica foi o maior destaque. Winston Watts e Marvin Dixon se deram bem na modalidade, que dentre os quais, se destacava um com chapéu com as cores caribenhas e uma bandeira de Bob Marley. Mesmo com o apoio do público, a dupla jamaicana ficou em último lugar. Nas Olimpíadas de Inverno de Sochi, os fãs já escolherem a equipe de maior carisma. Para eles, a dupla que tem até 'hino oficial', saiu da pista como última, mas se consagrou como a primeira quando o assunto é carinho. Enquanto os jamaicanos fizeram uma descida 'fenomenal', as brasileiras Fabiana Santos e Larissa Antunes passaram por um susto. A dupla descia a pista do Complexo Sanki quando o trenó virou na curva 11. Após o acidente, as atletas deixaram o trenó andando, foram avaliadas pela equipe médica e passam bem. No snowboard cross, Isabel Clark se deu bem, mas não avança e terminou em 14º lugar. No esqui alpino, americano Bode Miller, que no dia 14, havia terminado em sexto lugar a prova do supercombinado, onde ele defendia o título olímpico, cravou o mesmo tempo do canadense Jan Hudec, com quem dividiu a colocação. Aos 36 anos, Miller se tornou o esquiador americano com o maior número de medalhas, com seis no total, e é o mais velho a subir em um pódio olímpico. O norueguês Kjetil Jansrud levou o ouro.

A equipe de Sidorova se deu bem no curling feminino,
mas não se classificou para as semifinais.
No dia 17, decepção para a seleção feminina russa pelo curling. As meninas de Anna Sidorova perdeu para a Grâ-Bretanha por 7 a 4 e dá adeus aos jogos. Decepção para a musa do Molejão (citada na paródia do hit "Dança da Vassoura"), para as jogadoras, para os torcedores russos, e para os internautas nas redes sociais como esse: "Eliminada de Sochi? Acabaram as Olimpíadas. Curling sem Sidorova não vale a pena". Até eu que fiquei triste. Mas a Sidorova e as jogadoras da seleção russa feminina do curling merecem, né?! No bobsled, os russos Alexey Voevoda e Alexnder Zubkov conquistou o ouro e a medalha de prata ficou com os suíços Alex Baumann e Beat Hefti. A dupla americana, formada pelo Steven Langton e Steven Holcomb, completou o pódio. Holcomb se tornou campeão olímpico do trenó de quatro componentes na última Olimpíada de Inverno, em Vancouver, em 2010. após superar uma quase cegueira. E mais uma vez, a névoa castigou os Jogos de Inverno em Sochi. No snowboard cross, as oitavas de final foram canceladas e a prova do biatlo 15km masculina foi adiada pelo segundo dia seguido.

O norueguês Svendsen (azul) e o francês Fourcade
acirraram na disputa pelo ouro no snowboad cross.
No dia 18, as brasileiras do bobsled desceram sem maiores transtornos. A dupla Fabiana Santos e Sally Mayara ficaram na 18ª posição. A neve ajudou no décimo primeiro dia de competições, mas a neve veio forte afastando o público nas instalações ao ar livre e incomodando os atletas. Como a atleta brasileira Maya Harrisson, que ficou na 54ª posição no slalom gigante e disse que as condições climáticas não foram boas. Ainda no slalom gigante, a eslovena Tina Maze faturou o ouro. A austríaca Anna Fenninger ficou com a prata e a alemã Viktoria Rebensburg, com bronze. Na prova do salto com esqui no combinado nórdico, o japonês Taihei Kato quebrou o braço esquerdo após um salto de 126,5m e está fora da disputa do cross country. Outro atleta também caiu feio e deu adeus a disputa por medalha. Dessa vez foi no snowboard cross. Com o tombo feio, o italiano Omar Visintin, que era um dos favoritos, perdeu qualquer chance de sair vitorioso e terminou na última posição entre todos os atletas na final. Na prova dos 15km do biatlo masculino, o norueguês Emil Hegle Svendsen festeja antes da hora e por pouco, não perdeu o ouro olímpico que ficaria com o francês Martin Fourcade, que levou a prata. Já a medalha de ouro ficou com Ondrej Moravec, da República Tcheca. No Patinação de Velocidade, o trio do pódio foram 'laranjas'. Três holandeses levaram medalhas na prova dos 10.000m masculio com Jorrit Bergsman com o ouro; Sven Kramer, com a prata; e Bob de Jong, com o bronze.

Isadora Willianms representa o Brasil na patinação
artística pela primeira vez em uma olimpíada de inverno.
No dia 19, um momento histórico na patinação artística. Nunca antes da história dos jogos olímpicos de inverno que uma brasileira a se apresentar numa modalidade como essa. E a pioneira a competir pelo Brasil na patinação artística no gelo foi a Isadora Williams. Fez história, fez bonito, mas recebeu a menor nota e ficou na 30ª e última posição. Isadora se apresentou ao som do tango Dark Eyes (Olhos negros) de Devotchka. A canção é russa e contagiou o público presente, que aplaudiu antes, durante e, principalmente depois da apresentação. Apesar da decepção, Isadora teve o sonho realizado e que sirva de exemplo para as futuras gerações. Quem sabe na próxima olimpíada, daqui a quatro anos, mais uma brasileira, além de Isadora, se apresentam na patinação artística... Afinal, o primeiro a gente nunca esquece! No bobsled, não foi dessa vez que a dupla brasileira Sally Mayara e Fabiana Santos tiveram o bom desempenho. Elas foram as últimas na competição e Fabiana Santos pediu respeito (eu diria mais, um fair-play) dos brasileiros: "Sei que muita gente respeita o nosso trabalho, mas tem muita gente que critica. Somos atletas como os de qualquer outro esporte. Alguns torcedores acabam fazendo comentários desnecessários". A dupla Kaillie Humpries e Heather Moyse levaram o Canadá à medalha de ouro e a prata ficou para as americanas Elana Meyers e Lauryn Williams. No slalom gigante, o brasileiro Jhonatan Longhi foi o menos chateado. Ele ficou na 54ª posição dos 72 atletas que competiram. O ouro ficou com o americano Ted Ligety, favorito da prova, além dos franceses Steve Missillier (prata) e Alex Pinturault (bronze).

Time canadense no curling feminino
comemorando o TETRA olímpico!
No dia 20, as canadenses dominaram, tanto no hóquei quanto no curling. Na decisão do hóquei feminino, o Canadá venceu para os Estados Unidos por 3 a 2 em um jogo tenso e conquistaram o TETRACAMPEÃO olímpico, deixando o 'Team USA' de hóquei com a prata. Já o curling feminino, o Canadá venceu a Suécia por 6 a 3 e faturou o ouro pela terceira vez. A Grã-Bretanha ficou com o bronze. Na final da patinação artística, a coreana Yuna Kim fez uma bela apresentação, mas a russa Adelina Sotnikova faturou o ouro, deixando a Kim com prata. O bronze ficou para a italiana Carolina Kostner. No ski cross, mais uma queda feia, porém, uma cena chamou a atenção de quem estava no Parque Rosa Khutor para acompanhar a disputa. Durante a primeira bateria das quartas de final, três competidores levaram um tombo antes de cruzarem a linha de chegada e a classificação precisou ser feita através do recurso de foto, que consegue dar detalhes sobre quem foi o atleta que passou primeiro com o esqui. Dos quatro competidores que estavam na bateria, o suíço Armin Niederer, que estava na terceira posição, foi o único que conseguiu ficar em pé até cruzar a linha de chegada. Os outros três atletas passaram se arrastando pela neve. Os franceses dominaram no pódio com Jean Frederic Chapuis, Arnaud Bovolenta e Jonathan Midol.

No dia 21, o Canadá faturou o ouro olímpico no curling masculino. A equipe venceu a Grã-Bretanha por 9 a 3 e conquistou o tricampeonato olímpico. Ainda no curling, a Suécia venceu a China or 6 a 4 e ficou com o bronze. No slalom, a brasileira Maya Harrisson desceu sem nenhuma queda, mas acabou na 39ª posição. Em entrevista para o canal SporTV, Harrisson acredita que o Brasil ainda não está preparado para disputar medalhas no gelo e na neve. A vitória na prova foi da americana Mikaela Shiffrin, de 18 anos, considerada a atleta mais jovem a vencer o slalom nos Jogos de Inverno. No patinação de velocidade, a equipe Russa (que dos quatro atletas, teve um coreano naturalizado russo, Victor Ahn) levou ouro no 5000m. E no biatlo, um 'fair-play'. A equipe feminina da Ucrânia levou o ouro e na entrevista coletiva das campeãs olímpicas foi marcada por um gesto simbólico. Emocionadas pelo feito histórico para a Ucrânia, as atletas pediram um minuto de silêncio em respeito ao clima de guerra e tristeza que assola o país por causa dos conflitos entre grupos radicais e o governo. Ao menos 77 pessoas morreram durante os protestos que começou desde novembro do ano passado e voltou con força este mês. E por conta dos protestos entre um país dividido, a esquiadora ucraniana Bogdana Matsotska abandonou as competições em Sochi para voltar ao país pedindo que pessoas deixem de ser vitimadas em meio à crise política que tem levado milhares de manifestantes às ruas.

Austríaca Julia Dujmovits conquista o ouro
no slalom paralelo.
O penúltimo dia de competições foi um show! A começar pela patinação artística que teve uma noite de gala. Destaque para o espanhol Javier Fernandez que virou um divertido super-heroi e dançou músicas dos anos 80 como “Flashdance”. Na prova de 30 km do cross-country, três atletas norueguesas ocuparam no pódio, e a atleta Marit Bjoergen se torna a maior vencedora da história dos jogos. No slalom paralelo, Vic Wild, da Rússia, faturou ouro no masculino e a austríaca Julia Dujmovits fica com o lugar mais alto do pódio na decisão feminina. E no bobsled, outra cena assustadora. Depois do acidente com as duas brasileiras no bobsled feminino, o quarteto canadense virou o trenó a caminho da linha de chegada. Ainda bem que ninguém ficou ferido e seguiu para a próxima fase. Enquanto isso, o quarteto brasileiro desceu com o 'pássaro azul' e ficou em antepenúltimo lugar e após a prova, eles homenagearam Lais Souza, que se recupera de uma grave lesão na coluna cervical.

Os brasileiros se classificaram para a terceira descida pelo bobsled no dia 23, mas se complicou no início e ficou na mesma 28ª colocação. Mas o piloto Edson Bindilatti e os outros três atletas, não se importam com a derrota e com a certeza de dever cumprido, eles querem pensar na próxima olimpíada de inverno daqui a quatro anos. E teve mais emoção no último dia de competições. O Canadá venceu a Suécia por 3 a 0 e conquista o ouro olímpico pela nona vez no hóquei masculino. Foi um jogo de fortes emoções.

Uma das cenas mais emocionantes
da cerimônia de encerramento dos
Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi.
E após de duas semanas de competições, tem um ditado que diz: 'O que é bom, dura pouco!' Foio que aconteceu na cerimônia de encerramento dos jogos olímpicos de inverno em que os russos mostraram bom humor ao repetir a falha propositalmente e arrancar risos dos 40 mil espectadores no Estádio Olímpico de Fisht e de bilhões ao redor do mundo. No início, os voluntários formaram os anéis olímpicos no centro do gramado do estádio. Os responsáveis por formar o anel que não se abriu na cerimônia se agruparam em representação ao floco de neve que ficou fechado no início das competições. No final da coreografia, eles abriram e completaram o símbolo das Olimpíadas. Foi surpreendente com bom humor. A cerimônia de encerramento contou também com a apresentação do balé Bolshoi, da arte do pintor franco-russo Marc Chagall e da literatura dos 12 principais escritores russos, como Tchekhov, Tostoi, Dostoiévski e Gogol, que ganharam grandes painéis e sósias. E o circo entrou em cena com uma enorme lona armada por palhaços. Malabaristas, acrobatas e clowns evoluíam em seis picadeiros. Para encerrar, os grandes momentos dos Jogos de Sochi viram um livro. Antes do lado mais emocionante, uma apresentação da próxima cidade que vai sediar os jogos olímpicos de inverno daqui a quatro anos, em Pyongyang, na Coreia do Sul. A canção folclórica "Arirang" permeou a apresentação que representou o sonho das crianças.

Eles fizeram a criatividade com bom humor: a falha de um dos aneis olímpicos.

Agora sim, eu vou falar o momento mais emocionante da cerimônia de encerramento em Sochi. Três mascotes dos jogos olímpicos, a lebre, o leopardo e o urso (o tradicional), entraram patinando e enquanto eles se juntarem, o espelhos foram suspensos e revelaram a chama olímpica. O urso olhou para tela, uma lembrança da cerimônia de encerramento dos tradicionais Jogos Olímpicos de Moscow, há (quase) 24 anos com o choro do mascote dos jogos naquela época, o urso Misha, que voou com vários balões para o céu, e virou um dos momentos mais marcantes da história das Olimpíadas. O urso de Sochi não pensou duas vezes e quando apagou a chama olímpica, dentro e fora do estádio, caiu uma lágrima no mascote. Assim como em Moscow, Sochi também se despediu com lágrimas. E com o sobrevoo de um navio balão, com um coro de milhares de crianças e uma chuva de pétalas de mimosa, que marcaram o fim do inverno e a chegada da primavera, seguida de um show de fogos de artifício, deu um pontapé final da 22ª edição dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi.

Pelo quadro de Medalhas, a Rússia se deu bem. Os donos da casa fizeram a melhor campanha dos Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi com 13 de ouro, 11 de prata e 9 de bronze, totalizando 33 medalhas. A liderança da Rússia no quadro de medalhas foi um dos desejos do presidente russo Vladimir Putin. Continuando com o quadro de medalhas, a Noruega ficou em segundo com 11 de ouro, 5 de prata e 10 de bronze, totalizando 26 medalhas. O Canadá ficou em terceiro com 10 de ouro, 10 de prata e 5 de bronze, totalizando 25 medalhas. Os Estados Unidos (que teve uma das possíveis piores campanhas dos jogos) ficou em quarto com 9 de ouro, 7 de prata e 12 de bronze, totalizando 28 medalhas. A Holánda ficou em quinto com 8 de ouro, 7 de prata e 9 de bronze, totalizando 24. A Alemanha, que teve a boa parte dos jogos liderando o quadro de medalhas, acabou em sexto com 8 de ouro, 6 de prata e 5 de bronze, totalizando 19 medalhas. E o Brasil não levou uma medalha, mas representou muito bem, e quem sabe, na próxima olimpíada de inverno, em Pyongyang, eles podem ganhar uma medalha... Veja abaixo como foi o quadro de medalhas.


As Olimpíadas de Inverno de Sochi foi uma das mais caras entre as edições anteriores e custou US$ 50 bilhões, cerca de R$ 118 bilhões. Um investimento que trouxe dividendos ao presidente Vladimir Putin, entre políticos e esportivos. Foi o fim perfeito para o projeto idealizado pelo presidente russo, que parece está satisfeito com os bons resultados. Nas olimpíadas de inverno de Sochi, cinco atletas foram flagrados pela lei antidoping. São o austríaco Johannes Duerr, do cross-country, o italiano William Frullani, do bobsled, a alemã Evi Sachenbacher-Sehle, do biatlo, Vitalijs Pavlovs, jogador da seleção masculina de hóquei no gelo da Letônia, e Marina Lisogor, esquiadora ucraniana de cross country. Eles foram excluídos pelos Jogos de Inverno por usar substâncias proibídas. Assim como as cerimônias de abertura e de encerramento, os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi ocorreram em toda PAZ.

Este ano, seis emissoras de televisão no Brasil (quatro na TV aberta e dois na TV paga) transmitiram os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi. Além da Record e da Record News, as emissoras oficiais foram os canais BandSports, Bandeirantes, SporTV e Rede Globo, que volta a transmitir os eventos olímpicos após seis anos. A Record, o canal que há quatro anos foi a única a transmitir os jogos de Vancouver com exclusividade, exibiu apenas flashes ao vivo da Rússia no decorrer de sua programação diária, a Band só transmitiu na parte da manhã nos dias úteis e todo o dia nos fins de semana. A Globo exibiu além das transmissões nas manhãs de sábado e domingo, mostrou reportagens nos telejornais e um boletim mostrando um resumo do dia nas competições. A Record News e BandSports exibiu todas as modalidades sem corte e tudo ao vivo. Mas a melhor transmissão dos jogos olímpicos no Brasil foi o canal SporTV que deu uma baita transmissão. O principal canal brasileiro de esportes transmitiu mais de 250 horas de transmissão ao vivo pelo SporTV e SporTV2 e enviou 72 profissionais a Sochi, junto com a equipe da Globo.

Pra mim, foi muito bom acompanhar as modalidades dos jogos olímpicos de Sochi. Os jogos olímpicos de inverno são muito diferentes do que os Jogos Olímpicos de Verão. Eu não acompanhei muito as outras edições das olimpíadas de inverno, mas a partir de Sochi, eu mais acompanho os jogos olímpicos de inverno. Foi sensacional, emocionante, surpreendente, fez história. Destaque para as cerimônias de aberturas e encerramento dos jogos de inverno, que foi impressionante do começo ao fim. Foi um baita jogos olímpicos de inverno e doi a nota 9,5 para o #Sochi2014! E que as Olimpíadas de Inverno continuem abrindo o espaço sim, seja no calendário esportivo e na mídia.

A próxima cidade que vai sediar os Jogos Olímpicos de Inverno em 2018, será na cidade de PyongChang, na Coreia do Sul. E já tem data marcada: será nos dias 9 e 25 de fevereiro. Daqui a 1446 dias. Antes, tem os tradicionais Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, nos dias 5 a 21 de agosto. Enquanto os jogos olímpicos ocorrem a cada quatro anos, tanto no inverno, quanto no verão, o jeito é acompanhar a cada dois anos. Ou seja, esse ano foi os Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi, em 2016 será os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, em 2018 será os Jogos Olímpicos de Inverno em PyongChang e em 2020 será os Jogos Olímpicos em Tóquio.


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

No ano em que fez uma década, Facebook compra WhatsApp por R$ 16 bilhões


O aplicativo mais usado do mundo, o WhatsApp, foi comprado pela maior rede social do planeta, o Facebook. O anúncio foi nesta quarta-feira, 19, e o valor da compra é de US$ 16 bilhões, um equivalente a R$ 38,25 bilhões.

Em um comunicado publicado no blog oficial do WhatsApp, disse que a compra não muda nada para os usuários e que o aplicativo vai seguir o mesmo de sempre, ou seja, 'continuará autônomo e operando de forma independente'.

O aplicativo de comunicação instantânea e o Facebook Messenger funcionarão de forma separada. A marca WhatsApp será mantida, e a sede da empresa adquirida continuará funcionando em Mountain View, no estado da Califórnia, nos Estados Unidos, que é o mesmo estado que fica a sede mundial do Facebook, em Menlo Park. A distância entre o local do WhatsApp e o local do Facebook é de 12 km (ou 7,4 milhas). Jan Koum, hoje diretor-executivo do WhatsApp, se juntará à diretoria do Facebook.

O Facebook é a maior rede social do planeta com 1,23 bilhão de usuários ativos por mês. Em fevereiro de 2012, a rede social comprou o Instagram, aplicativo de fotos pelo iOS e Android, por US$ 1 bilhão. Já a WhatsApp, que foi criado em 2009 por ex-funcionários da Yahoo!, Brian Acton e Jan Koum, tem 400 milhões de usuários ativos. Em comunicado oficial, o Facebook anunciou que mais de 450 milhões de pessoas usam o WhatsApp mensalmente, sendo que 70% deles usuários diários ativos. A companhia divulgou ainda que o "volume de mensagens se aproxima à quantidade total de mensagens de texto via celular [SMS] em todo o mundo".


O aplicativo é um substituto do SMS. Ele usa o plano de dados de um smartphone para enviar mensagens aos contatos que também têm o software. O programa está disponível gratuitamente, por um ano, para as principais plataformas de sistema operacional (iOS, Android, Windows Phone e BlackBerry). Depois de 12 meses, a empresa cobra US$ 1 (cerca de R$ 2,35) para cada ano de uso.

O dono do Facebook, Mark Zuckerberg, elogiou o WhatsApp, e disse que os serviços que conseguem esse feito são incrivelmente valiosos.

Fonte: UOL Notícias e G1

E sobre esse assunto, eu coloquei uma enquete que está no canto direito e antes do 'Quem Sou Eu', e queremos saber o que achou da aquisição do WhatsApp pelo Facebook. Queremos a sua opinião.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Morte do cinegrafista da Band por dois 'baderneiros' foi uma cena de selvageria



A morte do cinegrafista da TV Bandeirantes Rio, Santiago Almeida, atingido por rojão pelo Black Bloc's durante o protesto contra o aumento da passagem de ônibus no Rio de Janeiro, deixou, não só a imprensa brasileira, mas o povo brasileiro revoltados.

O protesto começou com toda paz em frente a Igreja da Candelária, no Centro do Rio, no dia 6. Quando os manifestantes chegaram em frente ao Central do Brasil, onde houve confrontos com a Polícia. No meio da confusão, estavam os dois 'marginais'. Fábio Raposo entregou o rojão ao outro 'marginal' Caio Silva de Souza, que, no vídeo gravado pela TV Brasil, e analisado pelo perito Nelson Manssini pelo Jornal Nacional, na Globo no dia 8, o homem apontou como Caio lança rojão próximo ao cinegrafista, que estava trabalhando normalmente. O artefato atingiu o cidadão de bem na cabeça e provocou um afundamento do crânio. Santiago foi levado com vida ao Hospital Municipal Souza Aguiar, mas o estado de saúde se agravou e ficou em coma. Quatro dias depois, os médicos anunciaram a morte cerebral do camera-man.

A Polícia e a Justiça foi atrás dos 'marginais'. No dia 8, Fábio Raposo foi se apresentar na delegacia e relatou ter entregue o rojão ao Caio. Na manhã do dia 9. A justiça decretou a prisão temporária do Raposo.


Já o segundo acusado de matar o cinegrafista, tentou fugir para o Ceará, se esconder na casa do avô na cidade de Ipú. Mas a viagem de ônibus foi interrompida na Bahia, quando Caio saiu da rodoviária para descansar numa pousada com o nome falso chamado 'Vinícius Moraes de Castro', a Polícia Federal foi pegar o acusado. Aí, 'Deu Águia' para o Caio Silva de Souza e 'a casa caiu', quando foi preso pela Polícia na madrugada do dia 12, em Feira de Santana, BA, que fica a mais de 100 km da capital, Salvador, e a 1,5 mil km do Rio de Janeiro. Em entrevista exclusiva a TV Globo, pela Bette Lucchese, Caio confessou que acendeu o rojão e alegou logo após a prisão que não sabia que o artefato era um rojão, e sim o explosivo conhecido como 'cabeção de nego'. Junto com a Polícia, eles saíram de Feira de Santana para Salvador, onde voltaram para o Rio de Janeiro. Segundo o advogado Jonas Tadeu, Caio disse ainda que recebia dinheiro para ir aos protestos.

Em Brasília, cinegrafistas cruzaram os braços no Congresso,
para pedir segurança para os cinegrafistas.

Durante a fuga, vários profissionais de imprensa se solidarizaram com o cinegrafista e no Rio e em Brasília, os cinegrafistas deixaram as câmeras do chão para protestar de braços cruzados. Eles pediram pela segurança dos profissionais. No dia 13, o corpo do camera-man Santiago Andrade foi velado e cremado no Rio de Janeiro. Vários amigos e colegas de trabalho, se despediram com demonstrações de carinho e saudade. Mas a principal cena durante o velório de Santiago, foi a repórter da Band Rio, Camila Grecco, que não segurou a emoção e chorou no final do link ao vivo.



Uma semana depois da selvageria, a Polícia concluiu o inquérito de 175 páginas, e aponta que Caio Silva de Souza e Fábio Raposo foram indiciados por homicídio doloso eventual, ou seja, segundo a polícia, eles assumiram o risco de matar. O documento foi entregue ao Ministério Público pelo delegado Maurício Luciano, responsável pelas investigações.

Os dois que deixaram o foguete que disparou e matou o cidadão de bem e que trabalhava normalmente, são os suspeitos 'covardes', 'bandidos' e 'marginais'. E que esses 'desonestos' devem ser punidos. E vale também para a ativista Elisa Quadros, que tem o nome feminino com o apelido masculino, e chamada de 'Sininho', que é um nome esquisito e estranho. Porque além de mentir que um dos autores que fez a selvageria era ligado ao Deputado Estadual do PSOL, Marcelo Freixo, chamou a imprensa de 'um bando de carniceiros'. Na verdade, 'carniceiros' são o (ou a ativista) Sininho e os dois deselegantes. Esse sim, são 'um bando de carniceiros'.

Desde já, eu faço solidariedade para a família de Santiago Almeida, para que eles tem força e vida que segue. Para os jornalistas, dou quatro palavras: CORAGEM, DEDICAÇÃO, SERIEDADE e CREDIBILIDADE. E isso vale também para os futuros jornalistas. Afinal, o jornalista (ou repórter) é um contador de histórias. É a vez e a voz das pessoas. Como diz um Editorial da Globo no dia 10, 'sem cidadãos informados, não existe democracia'. Para as autoridades, que façam as providências o mais rápido possível. A Copa e as Eleições Presidenciais vem aí, e tem que 'se virar nos trinta', principalmente na segurança. E que nos próximos protestos sejam de PAZ e TRANQUILIDADE. E que os 'baderneiros' de plantão sejam excluídos.

Afinal, ninguém aquenta mais!

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Mudanças de canais nas parabólicas analógicas são uma coisa de maluco!


Meus amigos, quem usa o sinal analógico da antena parabólica, deve ter percebido as mudanças, tanto nos últimos dias, quanto nos últimos meses. Atualmente, são 33 canais do satélite StarOne C2, antiga BrasilSat B2. Além de 10 canais de áudio, totalizando 43 canais analógico.

Desde sábado, dia 1º, dois canais trocaram o sinal. A começar pela Record News que saiu do ar, mas continua no StarOne C2, agora pelo sinal digital do satélite. A frequência é 3715 MHz, com Symbol Rate de 5000 e a polarização é Vertical. No lugar da Record News, entrou no ar a Rede Família, que é do mesmo grupo da Rede Record. Antes da migração, houve uma transição que começou às 21h, colocando o sinal da Record e ficou em dois canais no StarOne C2 analógico. Com isso, a Record passou a ser exibida em duas frequências, na sua normal e na da 'extinta' Record News. Três horas depois, a meia noite, a Rede Família de Televisão iniciou as transmissões nas parabólicas analógicas. Com sede em Limeira, interior de São Paulo, a emissora opera na frequência de 1000 MHz e a polarização é Vertical. A frequência era ocupada pela Record News, que lançou no final de setembro de 2007, quando substituiu a Rede Mulher. A programação da Rede Família é voltada para a família com jornalismo, esporte e entretenimento, além dos programas repetidos da Record e da Record News e programas da IURD.

Outro canal é a BRZ, que não mudou de sinal, e sim, saiu de extinção. No mesmo dia, 1º, a emissora do Grupo Abril passou a transmitir a programação da Ideal TV (do mesmo grupo), pela frequencia 1140 MHz na Banda L e 4010 MHz na Banda C, e a polarização é Horizontal. Como eu falei na seção #DESTAQUESDE2012 neste blog, o canal BRZ foi ao ar nas parabólicas no dia 1º de abril de 2012 no lugar da MTV Brasil, deixando os fãs do canal na parabólica surpresos, decepicionados e revoltados e foi parar nas redes sociais. Por outro lado, o canal Ideal TV foi ao ar em 1º de outubro do ano passado, no lugar da MTV Brasil, que saiu do Grupo Abril e voltou pela VIACOM. A programação do canal Ideal TV, é composta por programas de gestão de carreiras, gestão de negócios e bem viver. No início, principalmente durante os intervalos, acredite, exibem, um 'slide' de notícias que é muito parecido por onde anda em estabelecimentos comerciais como shoppings, elevadores, entre outros. Ou seja, no Ideal TV, a programação se repete, repete, repete... e nos intervalos, exibem um 'slide' de atualidades no formato de 'sala de espera'... Que coisa. Dois meses depois, o Grupo Abril anunciou por comunicado em 18 de dezembro, a venda da Abril Radiodifusão, que transmite a Ideal TV, para o Grupo Spring, que edita a edição brasileira da revista Rolling Stone. Os valores da transação não foram divulgados, mas segundo fontes ouvidas pelo jornal Folha de S. Paulo, a venda foi fechada em cerca de R$ 350 milhões e foi realizada pelo banco americano JP Morgan. A venda ainda terá que ser aprovada pelo Ministério das Comunicações e pelo CADE.

E as mudanças na parabólica analógica não param por aí. Desde o início de outubro, a CNT, Central Nacional de Televisão, transmite o sinal via satélite. Mas tem um 'pero' ('Porém' em espanhol)... Desde o dia 1º do mesmo mês, fevereiro, o canal AgroBrasil TV, programação voltada para o agronegócio, ocupa a programação da CNT entre 40% e 60%. Ou seja, vai ser difícil um sujeito mudar de canal e perceber onde está passando, ou a CNT ou a AgroBrasil TV... Vai ser uma confusão...

E na madrugada do dia 1º de dezembro de 2013, a RedeTV! mudou de frequência e dividiram o sinal com a Igreja Mundial do Poder de Deus, de Valdemiro Santiago, a TV IMPD. A frequência da RedeTV! é de 1360 MHz em Banda L e 3790 MHz na Banda C, e a polarização é vertical.


Para quem usa o StarOne C2 digital, nada muda para os 34 canais de TV, além dos 33 canais analógicos, 16 canais de alta definição e 26 canais de áudios, totalizando 109 canais do sinal digital do satélite StarOne C2.

Um canal (quase) evangélico no lugar do canal de notícias, um canal musical que saiu do ar e colocou um canal sem gênero, uma programação voltada para o agronegócio na programação da generalista CNT... Essas mudanças na StarOne C2 analógico são uma coisa de maluco mesmo, né?!

Fonte: Portal BSD, TV Foco, Meio&Mensagem e Wikipedia

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Hora de atrasar os relógios em 1 hora! Neste fim de semana termina o Horário de Verão



Após 119 dias, termina à zero-hora de domingo, 16, mais um Horário de Verão. A temporada 2013/2014 do Horário de Verão começou no dia 20 de outubro, pontualmente à zero-hora. Foi a 41ª temporada desde 1931 e 28ª temporada seguida desde 1985. Os estados que vão atrasar os relógios em uma hora são as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Os moradores das regiões Norte e Nordeste, sofreram mais uma vez sem o fuso de Brasília, de 1 ou 2 horas a menos.

Nesta sexta-feira, 14, o Operador Nacional do Sistema anunciou que durante a temporada 2013/2014, economizou R$ 405 milhões. O ONS afirma que o principal benefício da medida é o aumento da segurança operacional, que permite uma flexibilidade maior para manutenção de equipamentos.

Nesta temporada 2013/2014 do Horário de Verão, o estado de Tocantins foi excluída, porque na temporada 2012/2013, o estado foi incluído devido a uma solicitação do governador, Siqueira Campos, que alegou que seria melhor para se adequar ao horário de funcionamento dos bancos e às tabelas de horários dos voos nos aeroportos. A medida não foi bem aceita pela população e antes do início do horário, o governador pediu à presidenta Dilma Rousseff e ao ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, a desistência do estado, mas o pedido não foi aceito. Foi a segunda vez que Tocantins participou do horário, a primeira foi em 2002. Na Bahia, os relógios também não foram adiantados nesse período.

Além disso, quatro semanas depois do início do Horário de Verão, no dia 10 de novembro do ano passado, o estado do Acre voltou a usar o horário antigo, fazendo que a diferença entre o horário de Brasília durante o período é de três horas. Com o término do Horário de Verão, a diferença cai para a duas horas. Além do Acre, outros treze municípios do estado do Amazonas voltaram a usar o horário antigo, que dividiram opiniões.

Com o fim do Horário de Verão, os fusos
horários no Brasil vão ser assim...

Vale lembrar que as regiões Norte e Nordeste não aderem à mudança, porque o Operador Nacional do Sistema Elétrico, a ONS, avaliou que a economia nesses mercados é pouco expressiva, e não justifica a participação.

Além da economia pouco expressiva de energia, os estados do Norte e Nordeste não aderem ao horário porque sua posição geográfica não favorece um aproveitamento maior da luz natural no verão, como ocorre nas demais áreas. De acordo com o ministério, por estarem mais próximos da linha do Equador, nesses locais incidem menos raios de luz ao longo do dia nos meses de verão.

Com o fim do Horário de Verão, os bancos, os aeroportos, o comércio e a programação das emissoras de rádio e Televisão locais, voltam tudo ao normal a partir de domingo.

Olha, vou falar uma coisa, eu, como todo mundo, sofre com o Horário de Verão nos primeiros dias, mas tem que acostumar, né?! E com o fim do Horário de Verão, será mais complicado ainda, hein?!

 ►Saiba mais 
Confira a cronologia do Horário de Verão no Wikipedia

Próximo Horário Brasileiro de Verão, na temporada 2014/2015 será sempre a meia-noite do terceiro domingo de outubro, que provavelmente será no dia 19. E tomara que a região Nordeste inclui o Horário de Verão. Por isso, vamos acompanhar...

A #BOANOTÍCIA é que o #Verão2013 continua, mas tem ainda Carnaval no dia 4 de março, mas pra mim, a folia começa na quarta-feira de fogo, com o bloco 'Muriçocas do Miramar', em João Pessoa, que vai acontecer no dia 26. A estação do sol vai até o dia 20 de março, na quarta, quando começa a estação onde as folhas caem: o outuno. Mas, pra mim, eu gosto das quatro estações! Não tem comparação!

Então, aproveite a estação do sol e calor... E a folia também!

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

#PlanetaAtlântida2014 // Festival reuniu 90 mil 'planetários', sob muito calor no RS



Com temperaturas altas e muito calor, cerca de 90 mil pessoas se divertiram no Planeta Atlântida 2014 neste final de semana. 50 atrações divididos em quatro palcos em quase 20 horas de música nos dois dias de festival, que assim como que aconteceu nas edições anteriores, teve uma mistura de ritmos.

Como é tradição, Nico Fagundes e o Hino do Rio Grande do Sul, abriu a maratona de shows do Planeta Atlântida 2014, na primeira noite, no dia 7. No final, ele fez uma homenagem ao ator, compositor e músico Nico Nicolaiewsky, que para o tradicionalista, era um dos artistas mais singulares do Rio Grande do Sul. Ele morreu na madrugada do mesmo dia, e tinha tinha 56 anos e participava do grupo 'Tangos e Tragédias'. O artista lutava contra leucemia aguda desde janeiro, quando descobriu a doença. O público aplaudiu a homenagem.

Nicolaiewsky também foi homenageado pelo cantor Armandinho, que abriu o primeiro dia do festival. Ele diz que era um ícone da cultura gaúcha e "a quantos Tangos & Tragédias eu fui na vida". Durante o show do Armandinho, ele cantou vários sucessos, se interagiu com o público e falou sobre a vida no transito onde perdeu uma fã chamada Bruna. "São inúmeras vítimas da imprudência, precisamos cuidar mais", contou. Armandinho se juntou com o argentino Mariano Dread Mar-I, que é um dos maiores fenômenos do reggae da atualidade e tem lotado as maiores casas de shows de Buenos Aires. Eles cantaram a música 'Desenho de Deus', que teve o refrão cantado em espanhol pelo músico argentino. "Tocar com o Mariano foi ótimo, é a união dos povos. Somos todos irmãos, não tem rivalidade", diz o Armandinho após o show. Além disso, ele cantou vários sucessos, entre eles, a música 'A Ilha', que foi lançado o clipe do músico no mesmo dia. Armandinho é um dos músicos que mais tocaram no Planeta Atlântida. Desde que lançou o primeiro álbum em agosto de 2002, o músico porto-alegrense e que tem coração catarinense, já subiu ao Palco Central do festival outras oito vezes. E sempre falo várias vezes mas vou repetir, esse Armandinho é o Jason Mraz do soul brasileiro!

O pôr-do-sol da primeira noite do Planeta Atlântida ficou por conta de Donavon Frankenreiter. O músico do estado norte-americano de California cantou vários sucessos, agradeceu ao público em português após cada música, e por aí vai... Mais cedo, a simplicidade do artista chamou a atenção. Um dos grandes nomes da surf music, ele não precisou de roadie para levar o seu violão até o palco. Além de carregar o instrumento, ele ainda ajudou na montagem dos equipamentos do seu show. No final da apresentação, Donavon Frankenreiter convidou uma fã para cantar a música "It Don't Matter", sob risadas e versos, e até declarações de amor! É... Mas pra mim, o show de Donavon Frankenreiter no Planeta gaúcho foi sensacional! O que eu gostei do show dele foi a música "The Way it is". E é uma recomendação para relaxar para um dia na praia, e até num pôr-do-sol! E ele disse que adora cantar durante o sol se pondo. Esse músico canta muito!

Anoiteceu na primeira noite do Planeta quando o grupo O Rappa subiu no Palco Central. O grupo fez vários sucessos, o vocalista Falcão que ficou empolgado com o público e fez homenagens a Luiz Gonzaga e Dominguinhos e os músicos Chorão e Champignon, do Charlie Brown Jr., que fez o público dizer: "Uh, é Charlie Brown". Sobre os protestos e a Copa do Mundo e sob criticas a violência, o vocalista falou: "Antes de ter Copa do Mundo, tem que ter saúde educação. Tudo que é destruído, somos nós quem vamos pagar, violência, agressão não leva a lugar nenhum. Mas eu reforço aqui que acredito no Brasil. As pessoas que estão nele é que são o futuro. Não quero agredir o outro para que haja mudança. Quero que tudo mude em paz". E eu até concordo com o vocalista. Depois de pouco mais de uma hora de show, O Rappa encerrou a apresentação com a música 'Anjos', que fala de superação.

Depois de O Rappa, veio o axé da minha conterrânea Ivete Sangalo e se transformou o Planeta Atlântida em trio elétrico com as canções 'Tempo de Alegria', 'Dançando', 'Real Fantasia', 'Acelera aê' e 'Festa', além do novo sucesso 'Pra Frente', que vai bombar no #Carnaval2014 e durar até o #Verão2015! Durante o show, a cantora interagiu o público, homenageou Tim Maia e Jorge Ben Jor, se aproximou no público, trocou as sandálias de salto por sapatilhas pretas e brincou: "Tome cuidado, que esse sapato é caro". E falou sobre o carinho por onde ela faz show no RS e o churrasco gaúcho. E até perguntou à produção sobre o tempo de show. No final, com a música 'Arerê', ela agradeceu e brincou, em referência ao vocabulário gaúcho: "Toda vez que eu venho ao Sul eu sou tratada com muito respeito, com muito carinho. Obrigada, porque meu nome é 'Ivetchê'". Ou seja, Ivete manteve a energia do início ao fim, acompanhando os passos dos bailarinos sem desafinar. O que deixou o público ao delírio.

Quando deu meia-noite do sábado, 8, começou a apresentação de Jota Quest. Apesar do pé fraturado e a perna imobilizada em uma bota ortopédica, o vocalista Rogério Flausino faz o público dançar e pede palmas com as músicas 'Mandou Bem', 'Além do Horizonte', 'Tempos Modernos', 'Na Moral' e 'Sempre Assim'. Na animação de 'Do seu lado', Jota Quest pede para que o público balance camisetas no ar e os "planetários" foram ao delírio. Foi dançante o show de Jota Quest no Planeta. E melhoras para o vocalista Rogério Flausino.

A principal atração da primeira noite do festival foi o rapper americano Ne-Yo. Rodeado de bailarinos, o norte-americano tocou sucessos como 'Let's Go' e 'Give Me Everything', e fez o público dançar. Em um show recheado de hits dançantes, o cantor interagiu com o público, chamou para dançar, e até chegou a pegar uma bandeira do Grêmio. É... Não é mole, não!

E depois do R&B de Ne-Yo, a primeira noite do Planeta Atlântida 2014 termina com muita música eletrônica com Life Is a Loop. A mistura de bateria com o som mecânico dos DJs fez uma homenagem aos aos grandes clássicos da música eletrônica. Durante cerca de uma hora, o trio, formado pelo gaúcho Fabrício Peçanha e pelos curitibanos Leozinho e Rodrigo Paciornik, agitou os 'planetários' que já pensavam em ir embora na madrugada. Mas apesar disso, a pista permaneceu lotada durante toda a apresentação.

No segundo dia do festival, no dia 8, quem abriu foi o grupo Cidadão Quem. De volta ao Planeta Atlântida depois de uma pausa na carreira, o grupo apresentou um rock que agradou aos diferentes públicos. O ponto alto foi o encontro de gerações com a participação de Bela, filha de Luciano Leindecker. O show no Planeta Atlântida dá início a uma turnê que vai rodar o estado do Rio Grande do Sul em 2014 em comemoração aos 20 anos da banda.

Depois do Cidadão Quem, veio o Gabriel O Pensador, que empolgou o público no festival  com direito a muitos hits, improviso e até a leitura de um poema. Quem estava em frente ao palco aprovou o repertório que mesclou faixas do trabalho recente "Sem Crise" com sucessos de mais de 20 anos de carreira. Pensador ainda fez outro show, desta vez no Palco Camarote.

Anoiteceu e a terceira atração do segundo dia do festival foi o rock de Raimundos e Comunidade Nin-Jitsu, que dividiu as apresentações cada uma e se juntaram para fazer uma homenagem aos vocalistas Chorão e Champignon, do Charlie Brown Jr., os dos que morreram no ano passado. E essa homenagem teve a participação com o filho de Chorão para cantar juntos como 'Tudo que ela gosta de escutar'.

Depois veio o Skank, que também tocou mais vezes no Planeta Atlântida e empolgou o público com vários sucessos. Fã de futebol, o vocalista Samuel Rosa exibiu duas camisas, uma azul, simbolizando o Grêmio, e outra vermelha, representando o Inter, estimulando a rivalidade entre as duas maiores torcidas do Rio Grande do Sul.

A dupla sertaneja Jorge & Mateus foi a principal atração do Planeta Atlantida desse ano, na minha opinião. Choro, gritos e muitos cartazes eram vistos entre a plateia, que cantou com a dupla até o fim do show com sucessos 'A Hora é Agora', 'Seu Astral', 'Amo Noite e Dia' e 'Aí Já Era'. A dupla convidou ao palco os atores Tatá Werneck e Anderson Di Rizzi, que fizeram sucesso na novela "Amor à Vida", da TV Globo, e prestigiaram a segunda noite. Sem cerimônia, os dois pegaram o microfone, saudaram o público e ainda puxaram o coro de "Ah, eu sou gaúcho", levantando o público. A atriz e humorista brincou: "Ah, quero um gaúcho". E vou contar uma coisa, as músicas de Jorge e Mateus são muito bonitas e românticas.

Se Jorge e Mateus foi a principal atração da segunda noite do festival, os mineiros do SPC foi melhor ainda. O grupo fez uma apresentação em uma turnê comemorativa dos 25 anos de carreira e relembrou vários sucessos que botaram pra balançar no Palco Central com 'O Samba Não Tem Fronteiras', 'Que Se Chama Amor', 'Domingo', 'Out-Door', 'Essa Tal Liberdade' e 'Te Amar Sem Medo', além de homenagear grandes nomes do pagode como Raça Negra, Molejo e Katinguelê, a última que é a mais bonita.

Mas a principal atração da edição 2014 do festival foi o quarteto norte-americano The Offspring, que levou o pop punk da Califórnia ao Litoral do Rio Grande do Sul ao se apresentar no festival, faltando três minutos para as três da madrugada. O grupo transformou o Planeta gaúcho num 'Rock in Rio' improvisado com os sucessos 'All I Want', 'Days Go By' e 'Pretty Fly'. Em quatro acordes acompanhados por uma batida rápida e um vocal melódico, os americanos levaram ao delírio milhares de fãs que esperavam a noite inteira para ver a banda e batiam cabeça acompanhando. No final do show, faltando oito minutos para as quatro da manhã, os vocalistas Noodles e Dexter falaram assim: "Não vamos fazer um bis porque vocês precisam dormir. Vocês estiveram aqui o dia todo. [...] Não acredito que vocês estão acordados até agora para nos ver tocar...". E como diz o apresentador Tadeu Schmidt do 'Fantastico, da Globo': "Sabe o que isso significa... Nada"! E olha que eu fiquei até às quatro da manhã para acompanhar o festival pela TV e em tempo real no G1 RS. A apresentação do The Offspring terminou faltando dois minutos para as quatro da manhã e fez história no festival.

Depois do show memorável de The Offspring, veio a música eletrônica do projeto ATL DJ. O trio, composto pelo comunicador Alexandre Fetter e pelos DJs Guz Zanotto e Leo Z, de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, entrou no Palco Central para agitar o público que estava querendo ir embora. O Grupo Tholl e o "robô" chamado Planetário da RBS TV também participaram da apresentação. Durante quase uma hora, o ATL DJ tocou com clássicos da música eletrônica e versões remixadas de sucessos da house music. A apresentação ainda contou com uma homenagem ao grupo Charlie Brown Jr. Os relógios já marcavam 5h quando o projeto ATL DJ encerrou a edição do Planeta Atlântida 2014.

O 'casal Delícia' que fez sucesso em 'Amor à Vida',
também curtiram a segunda noite do festival.
Sempre falo várias vezes que assim como nas outras edições, a edição 2014 do Planeta Atlântida foi, como sempre, uma mistura de ritmos. É uma festa democrática e de todos os gostos, de todas as idades e de todas as gerações. Várias personalidades passaram no festival como a ex-BBB Natália Casassola, que segundo a musa, as altas temperaturas das praias gaúchas não prejudicam a festa. Além do Palco Central, o festival teve também o espaço E-Planet, dedicado somente à música eletrônica. O Espaço Camarote recebeu Buchecha, Luana Camarah, Fat Duo, Melody e Brothers of Brazil, o duo formado por Supla e pelo irmão João Suplicy. E o Palco Pretinho, onde bandas locais e nacionais se apresentam como Pollo e Ivo Mozart, P9, Di Angelis, Seu Cuca, Claus e Vanessa e Emicida. O festival também contou com a roda-gigante, que esteve em funcionamento durante as apresentações musicais.

A edição do festival foi SENSACIONAL! Pra mim dou nota 8,99. E no ano que vem tem mais e quem sabe eu vou estar lá para curtir a maior festa do Planeta... Afinal, como diz o tema da edição desse ano, #sóquemvaisabe!

*Alguns trechos deste post peguei do site G1 RS.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Circulação de jornais no Brasil tiveram uma leve queda em 2013, aponta IVC


Créditos: Luciano Amorim/Arq. Pessoal/20.12.2011
Em 2013, a circulação diária dos jornais impressos foi de 4 milhões e 430 mil exemlares. É o que diz o Instituto Verificador de Circulação, que foi divulgada na semana passada. Segundo o IVC, a circulação de jornais sofreu uma leve queda (não muita assim) de 1,9%. Ou seja, a circulação em 2012 foi de 4 milhões e 520 mil jornais. O número confirma o decréscimo gradual do meio, que já havia caído 1,8% em 2012 na comparação com 2011. Os dados, coletados diretamente dos relatórios da entidade, não contam com análise sobre o desempenho de venda digital ou de categorias.

O ranking dos jornais nas cinco primeiras posições permanece o mesmo do ano retrasado: A Folha de S. Paulo, que foi o jornal mais lido em 2012 com 297.650 exemlares, perdeu para o 'popular' Super Notícia, de Belo Horizonte. O jornal da capital mineira teve a circulação média de 302.472 exemplares, enquanto a Folha, ficou com 294.811 exemplares. Apesar disso, a Folha se tornou o jornal 'não-popular' mais lido do Brasil. Outros três jornais brasileiros terminou 2013 na mesma posição de 2012. O jornal O Globo, do Rio de Janeiro, ficou com 267.541 e o jornal O Estado de S. Paulo, com 232.385. Esses dois últimos tiveram a leve queda, a exceção do Extra, do Rio de Janeiro, que terminou o ano em alta com 228.099 exemplares.

E tomara que a circulação dos jornais impressos continuam crescendo ao longo de 2014. Afinal, eles estão no caminho certo!

As informações são do portal Meio&Mensagem.