quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

#DESTAQUESDE2016 // #04 :: OBTUÁRIO



Durante a semana, o blog #PorDentroDasNotícias traz uma série especial sobre os principais fatos e imagens de 2016 selecionados por mim. E dividido por temas e serão em seis partes. E na quarta parte de hoje, as personalidades que nos deixaram este ano.

JANEIRO
Em Janeiro, três personalidades se foram. Em 11 de janeiro, morreu o cantor David Bowie. O britânico tinha 69 anos e lutava contra um câncer havia 18 meses.  O artista se manteve longe dos holofotes desde que passou por uma cirurgia cardíaca da emergência em 2004. Sua última performance ao vivo foi em um show de caridade em Nova York em 2006. Bowie comemorou seu aniversário de 69 anos no dia 8 de janeiro com o lançamento do álbum "Blackstar", o 25º e o mais recente trabalho de uma longa carreira. O disco tem recebido críticas positivas. Entre seus maiores sucessos estão "Let's Dance", "Space Oddity", "Heroes", "Under Pressure", "Rebel, Rebel", "Life on Mars" e "Suffragette City".

No dia 14, o ator e comediante Francisco Josenilton Veloso, conhecido como Shaolin, morreu aos 44 anos após uma parada cardiorrespiratória, em uma clínica particular de Campina Grande, no Agreste da Paraíba. Shaolin recebia cuidados médicos em casa desde 2011, após sofrer um acidente. A informação da morte foi publicada no Facebook de Laudiceia Veloso, viúva do artista. "Depois de 1821 dias, nosso guerreiro terminou sua batalha.", informou a viúva. O filho de Shaolin, Lucas Veloso, está seguindo a mesma profissão que o pai. Em entrevista em abril de 2014, ele contou que o pai acompanhava seus primeiros passos de perto. Por conta da morte de Shaolin, o prefeito de Campina Grande, cidade onde o artista morava, decretou luto oficial na cidade por três dias. No mesmo dia, o ator inglês Alan Rickman morreu aos 69 anos após luta contra um câncer. Reconhecido por sua voz profunda, o ator ficou famoso internacionalmente em 1988 ao interpretar o vilão Hans Gruber em "Duro de Matar". E no dia 5, o ator Antônio Pompêo foi encontrado morto em sua casa, em Guaratiba, em Zona Oeste do Rio. O ator e artista plástico tinha 62 anos, e as causas da morte ainda não foram divulgadas. Ele participou de produções no cinema como "Xica da Silva" e "O cortiço". Atuou também em novelas da Globo e na extinta TV Manchete. Seu último trabalho na televisão foi na novela "Balacobaco", da Record, em 2012.

FEVEREIRO
Em 19 de fevereiro, o filósofo, semiólogo e romancista italiano Umberto Eco morreu aos 84 anos. A causa da morte não foi informada. Segundo a agência de notícias France Presse, o escritor lutava contra um câncer. O escritor é conhecido por seu romance "O nome da rosa" publicado em 1980. O livro combina semiótica, ficção, análise bíblica, estudos medievais e teoria literária. Em 1986 foi lançado o filme de mesmo nome, dirigido por Jean-Jacques Annaud e estrelado pelo ator Sean Connery. Entre suas obras mais conhecidas também estão os romances "O Pêndulo de Foucault" (1988) e "O Cemitério de Praga" (2010), além dos ensaios "A Estrutura Ausente" e "História da Beleza". Seu último romance "O número Zero" foi publicado no ano passado. Além de Umberto Eco, outras duas personalidades se foram no segundo mês. E ambos são da música. No dia 26, faleceu o cantor Chico Rey, vítima de uma parada cardíaca. Ele tinha 63 anos em Maceió, onde ele e sua família passava as férias na capital alagoana. Batizado Francisco Aparecido de Jesus Gomes, "Chico Rey" fazia dupla com o seu irmão, Paraná. Eles são naturais da cidade de Arapongas, no estado do Paraná. E no dia 16, faleceu o cantor e compositor maranhense João Madson. Ele tinha 62 anos e sofria de enfisema pulmonar. O artista foi vencedor do Festival de Música Carnavalesca promovido pelo Grupo Mirante, em 2005, com a música "Frevo na Chuva". Ele deixa seis filhos.

MARÇO
Em março, uma das personalidades do carnaval pernambucano nos deixou. No dia 9, o percussionista Naná Vasconcelos morreu no Recife. Ele tina 71 anos e tinha câncer de pulmão - descoberto em março do ano passado. Segundo a mulher de Naná, Patrícia Vasconcelosele passou mal após um show realizado em Salvador, no dia 28 de fevereiro, com o violoncelista Lui Coimbra. Ao retornar ao Recife, foi internado. Dez dias depois, o músico teve uma parada respiratória e passou por um procedimento, mas não resistiu. Naná foi eleito 8 vezes o melhor percussionista do mundo e ganhou o Grammy Latino em 2011. Naná criou o projeto Língua Mãe, com crianças do Brasil, Angola e Portugal. Há 15 anos, a abertura do carnaval do Recife seguia sob o comando firme e talentoso de Naná. Com 12 maracatus, 600 batuqueiros e o coral Voz Nagô, o marco ocorria sempre na sexta-feira de carnaval, levando magia e beleza para a multidão de foliões. Em seu último carnaval, o percussionista dividiu o palco com o Clube Carnavalesco Misto Pão Duro, grupo centenário homenageado no carnaval do Recife, com o Maracatu Nação Porto Rico, também celebrado, e com os cantores Lenine e Sara Tavares, de Cabo Verde. Luto na música. No dia 9, o produtor musical britânico George Martin faleceu aos 90 anos. A causa da morte não foi divulgada. Conhecido como "o quinto beatle", Martin ajudou Ringo, Paul McCartney, John Lennon e George Harrison a alcançar o estrelato, nos anos 1960. Ele também era músico e trabalhou nos arranjos de músicas como “Yesterday” e “A day in the life”. Além dos Beatles, produziu artistas como Earth, Wind and Fire, Linkin Park, Elton John, Celine Dion, Dire Straits, Sting, Rolling Stones e o tenor Jose Carreras.

Luto também no Futebol. Em 24 de março, faleceu o ex-jogador holandês Johan Cruyff. Um dos maiores jogadores da história do futebol tinha 68 anos e tratava de um câncer no pulmão. Capitão e símbolo da Holanda que encantou o mundo na Copa de 1974, Cruyff e seus companheiros comandaram uma revolução nos gramados. Jogadores sem posições definidas, que giravam no campo feito um carrossel - a famosa “laranja mecânica”, que acabou vice-campeã naquela Copa. Transformou o Ajax numa potência. Conquistou três títulos europeus, e um mundial, em 1972. No Barcelona, foi fora de campo que Cruyff deixou seu maior legado. Ele criou o estilo Barcelona de jogar: toques rápidos, posse de bola, domínio total sobre o adversário.

Além de Cruyff, Martin e Naná, outras três personalidades nos deixaram em março. No dia 2, faleceu em Las Vegas, EUA, o o ilusionista e empresário Franz Czeisler. Conhecido como Tihany, ele tinha 99 anos e foi fundador de um dos maiores circos do mundo. No dia 19, o empresário Roger Agnelli, ex-presidente da mineradora Vale, morreu na queda do avião monomotor de sua propriedade sobre uma residência na Casa Verde, Zona Norte de São Paulo. Sua mulher Andrea e dois filhos, Ana Carolina e João, também morreram no acidente. O empresário de 56 anos foi presidente da Vale de julho de 2001 a maio de 2011, quando foi substituído pelo atual presidente da mineradora, Murilo Ferreira. E no dia 24, ator carioca Daniel Lobo faleceu aos 43 anos em Tubarão, Sul de Santa Catarina. Ele foi o terceiro e último a interpretar o personagem Pedrinho na primeira versão para televisão do Sítio do Picapau Amarelo, em 1986. Atualmente, o ator se dedicava ao teatro.

ABRIL
Duas personalidades da música e três da dramartugia nos deixaram em abril. Na música, o cantor Prince foi encontrado morto no dia 21 na casa onde morava, no estado norte-americano de Minnesota. A causa da morte, confirmada por uma assessora e um familiar à imprensa americana, ainda não foi informada. De acordo com o TMZ, Prince sofreu uma overdose de drogas há seis dias. Esta informação não foi confirmada pela polícia ou fontes oficiais. A morte de Prince causa comoção entre artistas em todo o mundo. Mick Jagger, Paul McCartney, Elton John, Katy Perry, Justin Timberlake e inúmeros outros falaram em redes sociais sobre a morte de Prince. Prince foi um dos artistas mais influentes da música pop durante seus 40 anos de carreira. Cantor, compositor, multi-instumentista e ator, ele teve o talento reconhecido com sete prêmios e 30 indicações no Grammy, um Oscar, um Globo de Ouro e quatorze músicas no top 10 da “Billboard” nos EUA. Prince tornou-se um fenômeno mundial nos anos 1980, fundamentalmente com "Purple Rain" (1984), frequentemente considerado um dos melhores álbuns de todos os tempos. No dia 25, o cantor Billy Paul faleceu aos 81 anos em New Jersey, EUA. O cantor ficou conhecido no mundo todo pela voz grave e marcante e por sua contribuição para o desenvolvimento do rythm and blues moderno. Um dos maiores sucessos de Billy Paul é "Me and Mrs Jones", de 1972. A canção foi número um na "Billboard Hot 100 e R&B" e recebeu um Grammy.

Na dramaturgia, a atriz Tereza Rachel faleceu no dia 4. Ela tinha 82 anos e interpretou personagens que são lembrados pelo público, como a Martha Gama, de "Baila comigo" (1981) e a Rainha Valentine de "Que rei sou eu?" (1989). No dia 8, o ator Flávio Guarnieri faleceu em São Paulo aos 56 anos. Ele atuou em peças de teatro, na novela "Transas e caretas", da TV Globo, e em novelas da Bandeirantes e do SBT. Seu último trabalho foi a novela "Amigas e rivais", do SBT, em 2008. E no dia 27, faleceu o ator Umberto Magnani. Ele tinha 75 anos e interpretava o Padre Romão, da novela "Velho Chico". O ator teve extensa trajetória no teatro, televisão e cinema. Muito premiado, ele marcou a dramaturgia nacional como intérprete e, também, como produtor de espetáculos consagrados. Na TV Globo, ele participou de consagradas novelas, como “Felicidade”, “História de Amor”, “Por Amor”, "Alma Gêmea", “Mulheres Apaixonadas” e "Páginas da Vida". Também participou de minisséries como “Presença de Anita” e do seriado “Sandy & Júnior”.

MAIO
Uma das grandes personalidades da música brasileira no século XX nos deixou em maio. No dia 15, o cantor Cauby Peixoto faleceu aos 85 anos. O artista estava internado devido a uma pneumonia, desde o dia 9, no Hospital Sancta Maggiore, no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo. Nascido em Niterói (RJ) em 1931, Cauby Peixoto Barros iniciou a carreira no início da década de 1950 se apresentando em programas de calouros como a "Hora dos comerciários", na Rádio Tupi. Gravou o primeiro disco pelo selo Carnaval em 1951, com o samba "Saia branca", de Geraldo Medeiros e a marcha "Ai, que carestia!", de Victor Simon e Liz Monteiro. Em 1952, transferiu-se para São Paulo onde cantou nas boates Oásis e Arpége, além de apresentar-se na Rádio Excelsior. Sua capacidade de interpretar canções em inglês impressionou o futuro empresário Di Veras, que lhe criou aos poucos uma estratégia de marketing que incluía a maneira de se trajar, o repertório e atitudes nos palcos. Em 1953, gravou dois discos pelo selo Todamérica, com os sambas-canção "Tudo lembra você", de Marvel, Strachey, Link e Mário Donato; "O teu beijo", de Sílvio Donato, e "Ando sozinho", de R. G. de Melo Pinto e Hélio Ramos, além da toada-baião "Aula de amor", de Poly e José Caravaggi, com acompanhamento de Poly e seu conjunto. Não demorou muito para o cantor se transformar em ídolo do rádio. Entrou para o elenco da Rádio Nacional e dois anos depois, já era o cantor mais famoso do rádio, substituindo o fenômeno Orlando Silva de 20 anos antes e passando a ser perseguido pelas fãs em qualquer lugar onde estivesse. Neste ano, o cantor estava em turnê pelo Brasil com a cantora Angela Maria e se apresentou ao lado dela no dia 3 de maio, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A turnê comemorava os 60 anos da carreira de cada um dos artistas. No repertório estavam sucessos como “Vida da bailarina”, “Cinderela”, “Gente humilde”, “Bastidores”, “Babalu” e “Conceição”.

Além de Cauby, outras duas personalidades nos deixaram em maio. No dia 4, o crítico de cinema Christian Petermann faleceu aos 49 anos, vítima de um infarto. Ele comentava sobre cinema na TV Gazeta e fundou a Abraccine - Associação Brasileira dos Críticos de Cinema. E no dia 30, o cantor Renan Ribeiro morreu de 26 anos em um acidente de carro na Rodovia João Tozella (SP-147), em Mogi Mirim, SP. Segundo a Polícia Rodoviária, ele dirigia sozinho uma caminhonete que bateu de frente com uma carreta. Renan Ribeiro participou da edição 2015 do programa “The Voice Brasil”, da TV Globo, e hoje lançaria uma nova versão da música “Gatinha Manhosa”, sucesso nos anos 80 na voz de Leo Jaime. Na edição do ano passado , Renan Ribeiro ficou no time do Michel Teló. Nascido em Araras (SP) o cantor comentava que tinha orgulho de ter subido ao palco com Cristiano Araújo, cantor que morreu há cerca de um ano após uma acidente automobilístico. Renan comentava que nos shows parava a música para falar de Araújo e depois cantava músicas dele.


JUNHO
Duas personalidades nos deixaram em junho. No dia 4, ex-boxeador Muhammad Ali morreu aos 74 anos em Phoenix, Arizona, Estados Unidos. A lenda do boxe - cujo Mal de Parkinson alguns atribuíam aos golpes recebidos durante a carreira - tinha sido internada no fim de 2014 e no começo de 2015, por pneumonia e infecção urinária, e suas aparições públicas eram cada vez mais raras. Ali foi o primeiro boxeador a ganhar o mundial dos pesados três vezes. No ringue, foram 57 vitórias, sendo 37 delas por nocaute, e 5 derrotas. Como amador, conquistou a medalha de ouro olímpica aos 18 anos, nas Olimpíadas de Tóquio, mas vítima de racismo em um restaurante nos EUA, jogou a medalha no Rio Ohio. Em 1996, Ali emocionou o mundo ao acender a pira olímpica dos Jogos de Atlanta, já tremendo por causa do Mal de Parkinson.



E no dia 17, o ator mexicano Rubén Aguirre Fuentes morreu aos 82 anos. Aguirre, que há duas décadas tomava medição para controlar diabetes e problemas renais, havia passado recentemente 11 dias internado no México por causa de uma pneumonia. Nascido na cidade de Saltillo, no México, Rubén Aguirre era formado em engenharia agrônoma e começou a carreira artística como locutor e apresentador de rádio e TV. Antes da fama, também trabalhou como toureiro e piloto. Ele era conhecido como Professor Girafales em "Chaves" (1973-1980). Além disso, ele atuou em 14 filmes e 10 programas de TV. Aguirre era casado com Consuelo Reyes desde 1960 e deixou sete filhos, além de netos.

JULHO
O jornalismo brasileiro estava de luto em julho. No dia 17, o jornalista Eliakim Araújo morreu em Fort Lauderdale, na região de Miami, no estado da Flórida. Ele tinha 75 anos e estava internado para o tratamento de um câncer no pâncreas. Nascido em Guaxupe, estado de Minas Gerais, ingressou no jornalismo aos 20 anos pelo rádio quando ainda era estudante de direito.  Foi na Rádio Continental que anunciou a renúncia de Jânio Quadros à presidência, em 1961. Passou então quase duas décadas na Rádio Jornal do Brasil. Começou na televisão em 1983, quando se uniu à equipe de jornalismo da Rede Globo. Na emissora, ele conheceu a mulher, a também jornalista Leila Cordeiro. Eliakim assumiu a bancada do Jornal da Globo em 1983. Em 1986, os dois passaram a apresentar juntos o telejornal, formando o primeiro casal de apresentadores da televisão brasileira. Juntos, Eliakim e Leila seguiram para a extinta Rede Manchete em 1989. Eles ancoraram o principal jornal da emissora. Em 1992, em São Paulo, também com mulher, Eliakim trabalhou no Sistema Brasileiro de Televisão como os telejornais 'Aqui Agora' e o 'Jornal do SBT'. Em 1997, Eliakim e Leila foram aos Estados Unidos para trabalhar no canal CBS TeleNoticias, o primeiro canal de notícias que transmitiu a sua programação nas línguas espanhola e portuguesa para a América Latina. Aqui no Brasil, o CBS TeleNoticias estava disponível nas operadoras de TV por assinatura como DirecTV e nas madrugadas do SBT - que foi parceira.



Pena que durou até 1 de março de 2000, quando o canal foi vendido à rede hispânica Telemundo - na época controlada pela Sony Pictures Entertainment. Com o fim do CBS TeleNoticias, Eliakim e Leila continuaram morando na Flórida. Voltou à televisão em 2007, quando apresentou o Câmera Record News, do canal Record News. Atualmente, Eliakim Araújo morava em Fort Lauderdale com a família e trabalhava com jornalismo online. Recentemente, ele e Leila Cordeiro apresentavam juntos o programa Conexão América, exibido pela internet.

Além de Eliakim Araújo, outras três personalidades também morreram em julho. No dia 22, o jornalista Erialdo Pereira faleceu aos 67 anos. Ele estava internado há uma semana no Recife com um quadro de insuficiência renal que evoluiu para um quadro infeccioso e teve uma parada cardíaca. Erialdo era editor regional da TV Cabo Branco e da TV Paraíba e foi responsável pelo jornalismo das duas emissoras afiliadas à Rede Globo no estado desde a fundação, no primeiro dia de 1987, até 2004. No dia 7, faleceu o ator Guilherme Karan http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/07/guilherme-karan-morre-no-rio.html. Ele tinha 58 anos e sofria de doença rara, a síndrome de Machado-Joseph. Carioca, ele chegou a cursar faculdade de Arquitetura, mas convenceu a família de que queria ser ator e começou a trabalhar com teatro e TV. Estreou na Rede Globo na novela "Partido Alto", de 1984. Um dos seus trabalhos de maior sucesso na TV foi no humorístico TV Pirata, onde ele interpretou dezenas de personagens, como o Zeca Bordoada. Karan também participou de várias peças de teatro e filmes. E no dia 14, o cineasta Hector Babenco http://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2016/07/hector-babenco-morre-aos-70-anos-em-sao-paulo.html morreu aos 70 anos, vítima de uma parada cardíaca. Nascido na Argentina, mas naturalizado brasileiro, Babenco tinha 70 anos e havia sido indicado ao Oscar de melhor diretor pelo filme "O beijo da mulher aranha" (1985). Também dirigiu clássicos como "Pixote: A lei do mais fraco" (1982) e "Lúcio Flavio, o passageiro da agonia" (1977), além de "Carandiru" (2003).

AGOSTO
E mais dois jornalistas nos deixaram em agosto. No dia 22, o jornalista Geneton Moraes Neto morreu aos 60 anos, vítima de um aneurisma dissecante na aorta. Com mais de 40 anos de carreira no jornalismo, Geneton era um apaixonado pelo exercício da reportagem, função que ele afirmava ser a "realmente importante" no jornalismo. Começou no jornalismo impresso, no 'Diario de Pernambuco', depois foi para a sucursal Nordeste do jornal 'O Estado de S. Paulo',  sempre como repórter. Passou uma temporada em Paris, onde trabalhou como camareiro, motorista e estudou cinema na Universidade Sorbonne. De volta ao Brasil, foi editor e repórter da TV Globo Nordeste e depois na TV Globo Rio. Foi editor executivo do' Jornal da Globo' e do 'Jornal Nacional', correspondente da GloboNews e do jornal 'O Globo' em Londres, repórter e editor-chefe do Fantástico. Na GloboNews desde 2006, estava à frente do programa 'Dossiê'. Em agosto de 2009, estreou um blog no G1, que manteve atualizado até abril de 2016. Geneton também era escritor: publicou oito livros de reportagem e entrevistas. E seguiu o caminho dos documentários, o mais recente sobre Glauber Rocha.

Um dia depois, em 23, Faleceu o apresentador Goulart de Andrade. Ele tinha 83 anos e tinha problemas no sistema cardiorrespiratório. Natural do Rio de Janeiro, tinha 61 anos de carreira, foi jornalista, publicitário, radialista, ator, diretor, diretor de cinema e TV e empresário do setor de comunicação. Na TV Globo, atuou no "Plantão da Madrugada", que estreou em 1° de maio de 1982 e, em junho do mesmo ano, passou a se chamar "Comando da Madrugada". Goulart de Andrade estreou na Globo nos anos 1970, trabalhando no São Paulo Especial e no Globo Shell Especial. A partir de 1983, o "Comando da Madrugada" deixou de fazer parte da programação da Rede Globo e passou a ser exibido – sempre com o mesmo formato e, às vezes, com nomes diferentes – em várias outras emissoras como SBT, Bandeirantes e Record News. Também atuou no "Fantástico", de 1973 a 1976, e no "São Paulo Especial". Seu último trabalho foi na TV Gazeta de São Paulo como apresentador do programa "Vem Comigo” - seu principal bordão, onde atuava com alunos da Fundação Cásper Líbero.

Luto no jornalismo e no esporte. No dia 16, o ex-presidente da Federação Internacional de Futebol João Havelange morreu no Rio de Janeiro. Ele estava internado para tratamento de uma pneumonia desde julho. No dia 8 de maio, ele completou 100 anos de idade. Filho de um comerciante belga que fez fortuna no Rio de Janeiro, João Havelange chegou a ser atleta olímpico de natação e polo aquático. Mas destacou-se mesmo como dirigente esportivo: primeiro na Confederação Brasileira de Desportos (CBD), depois no COI e por último na Fifa. Havelange foi eleito para Fifa em 1974, entrando no lugar do inglês Sir Stanley Rous. Ele ficou no cargo até 1998, quando foi substituído pelo suíço Joseph Blatter, que só saiu após a série de denúncias de corrupção na entidade que causou a prisão de dirigentes – inclusive do brasileiro José Maria Marin. Durante a era Havelange, a Fifa organizou seis Copas do Mundo. A seleção brasileira ganhou uma delas, em 1994, nos Estados Unidos. Além de ter feito parte dessa entidade por 24 anos, o carioca também presidiu a CBD, de 1956 a 1974.

E mais três personalidades nos deixaram em agosto. No dia 16, faleceu a atriz Elke Maravilha. Ela tinha 71 anos e estava internada na Casa de Saúde Pinheiro Machado, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio, desde o dia 20 de junho. Elke foi operada de uma úlcera e estava em coma induzido. Elke Grunnupp nasceu na Rússia, em 1945. Chegou ao Brasil ainda criança com os pais, para morar em Minas Gerais. Começou a trabalhar como modelo e manequim aos 24 anos. A carreira na televisão iniciou na “Discoteca do Chacrinha”. Depois fez novelas, filmes e peças. Foi também secretária, bibliotecária, bancária, professora e tradutora. Casou-se várias vezes, já disse ter feito aborto, foi rainha de associação de prostitutas no Rio, estrela do cinema e viveu a vida intensamente. Em 29 de agosto, o ator Gene Wilder faleceu aos 83 anos vítima de complicações do mal de Alzheimer . Ele intepretou o personagem Willy Wonka em "A fantástica fábrica de chocolate" (1971). E no dia 18, o ator Adeílton Pereira Dias faleceu em João Pessoa. Ele tinha 49 anos e estava internado no Hospital de Emergência e Trauma na unidade desde o dia 13, depois de ter sofrido um acidente doméstico seguido de paradas cardíacas, em um condomínio na capital paraibana, segundo amigos. Adeílton fez a personagem "Biuzinha Priqui", do espetáculo de humor Pastoril Profano, da Cia Paraibana de Comédia. A personagem nasceu dentro do espetáculo Pastoril Profano, em 1983. Com o tempo, ela foi parar na televisão, fazendo participações em programas de auditório e apresentando um quadro de humor em uma emissora local - ou várias. Biuzinha era conhecida por suas piadas de duplo sentido, peruca verde e risada marcante.

SETEMBRO
Em setembro, o Brasil perdeu um dos grandes nomes da atual teledramaturgia e atuava como um dos protagonistas da novela das 9 da TV Globo. Em 15 de setembro, o ator Domingos Montagner, que após o término da gravação das cenas finais de 'Velho Chico' - onde fazia o personagem Santo, almoçou e, em seguida, foi tomar um banho de rio, acompanhado da atriz Camila Pitanga. Durante o mergulho, não voltou à superfície. Camila avisou a produção, que iniciou imediatamente a procura pelo ator. Camila descreveu o acidente para a polícia. Segundo ela, os dois foram até uma pedra e mergulharam no rio. Depois, ela notou que havia muita correnteza e avisou Domingos. Eles nadaram de volta para a pedra, Camila chegou primeiro e tentou duas vezes segurar na mão do ator. Mas a correnteza o arrastou. O corpo foi encontrado a 18 metros de profundidade e a 320 metros da margem do rio. E segundo o Instituto Médico Legal, concluído em 8 de novembro, a causa da morte foi asfixia mecânica provocada por afogamento. A morte de Domingos chocou e repercutiu dentro e fora do mundo artístico no país. Paulistano, Domingos Montagner começou sua carreira artística trabalhando no teatro e em circos. Ele atuou em 13 programas de TV, entre séries e novelas, além de nove filmes. Na TV Globo, alguns papéis de destaque foram o Capitão Herculano Araújo de "Cordel Encatado" (2011) e o presidente Paulo Ventura de "O brado retumbante" (2012). Ele também chamou atenção como o Zyah de "Salve Jorge" (2012) e João Miguel de "Sete Vidas (2015). O ator estava no ar como o Santo de "Velho Chico". E olha que o acidente foi duas semanas antes do fim da novela escrita por Benedito Ruy Barbosa e dirigida por Carlos Araújo, Gustavo Fernandez, Antônio Karnewale e Philipe Barcinski. Com a morte do ator, as gravações foram suspensas. E a novela fez ajustes. Na última semana, a emissora exibiu cenas do personagem Santo sem a presença do ator. O recurso encontrado pelos autores e diretores foi o de usar câmera subjetiva: com isso, o público passou a ver a cena pela perspectiva do olhar de Santo. Os atores contracenaram com a câmera como se ela fosse o protagonista. No último capítulo da novela, a última cena foi uma homenagem a Montagner, com uma imagem de Santo navegando pelo rio São Francisco.

Duas personalidades nos deixaram em setembro. No dia 6, faleceu a francesa submetida em 2005 ao primeiro transplante parcial de face do mundo. Isabelle Dinoire morreu aos aos 49 anos de idade "por consequência de uma longa doença", afirmou o centro hospital universitário de Amiens, no qual foi operada, em comunicado, com o qual confirmou a notícia vazada pelo jornal "Le Figaro", e acrescentou que essa informação não foi divulgada antes à imprensa para preservar a intimidade da família. Dinoire tinha perdido os lábios, parte do nariz e o queixo quando foi atacada por sua cadela em maio de 2005. A operação para tentar reconstituir sua face, em novembro daquele ano, durou mais de 15 horas. E no dia 18, morreu em Sorocaba, interior de São Paulo, o jornalista Eli Franqui. Ele tinha 58 anos e lutava contra um câncer. Nascido em São João do Caiuá (PR) em 10 de julho de 1958, Elidio Franqui passou a maior parte da vida no interior de São Paulo, onde fez família, amigos e construiu a carreira no jornalismo. A trajetória de Franqui começou em uma rádio de Presidente Prudente (SP) em 1981, onde foi locutor, repórter e apresentador de jornais e programas musicais. Em 1985, ainda na cidade, começou a trabalhar como repórter na TV Globo, atuando como gerente de jornalismo na TV Fronteira por dois anos. O jornalista também trabalhou em Campo Grande (MS) até voltar para São Paulo em 1998. Entrou para o time de jornalistas da TV Aliança Paulista, atual TV TEM, e ajudou a criar o programa Nosso Campo, em exibição até hoje. Ficou na TV TEM até 2010, quando começou a trabalhar na TV Record no Rio de Janeiro. De lá, foi para Goiânia (GO), na TV Anhanguera, afiliada Rede Globo.

OUTUBRO
Três personalidades nos deixaram em outubro. No dia 25, o capitão do tricampeonato da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1970, Carlos Alberto Torres, morreu aos 72 anos, vítima de um infarto fulminante. O Capita, como é chamado, marcou época no futebol brasileiro não só por sua passagem na seleção, mas também pela carreira trilhada em clubes do país, como Santos, Botafogo e Fluminense. Foi tricampeão carioca pelo time tricolor (1964, 1975 e 1976) e pentacampeão paulista na equipe santista (1965, 1967, 1968, 1969 e 1973). Ao pendurar as chuteiras em 1982, quando atuava pelo New York Cosmos, Carlos Alberto Torres iniciou a carreira de treinador com o título brasileiro de 1983 com o Flamengo. Passou por diversos clubes até o trabalho no Paysandu em 2005, o seu último na profissão. Ele era comentarista do canal SPORTV, da GLOBOSAT. Além de comentarista, Torres também era membro do Comitê de Reformas da Confederação Brasileira de Futebol, grupo que estuda reformas em Código de Ética, Estatuto, Licenciamento e Registro, Calendário e Futebol Feminino. O grupo se reunia a cada dois meses para debater o assunto.

No dia 20, faleceu o apresentador Ênio Carlos. Ele tinha 51 anos e estava afastado de seus trabalhos na televisão e no rádio por recomendação médica desde fevereiro, quando foi diagnosticado com o câncer cerebral. Ele trabalhava havia 18 anos na TV Diário, do Sistema Verdes Mares. Na emissora local, apresentava o "Programa Ênio Carlos". Um dos quadros mais famosos era "Glitter - Em busca de um sonho", reality show com nove drag queens, sucesso na internet e meme nas redes sociais. Antes, ele trabalhou nas rádios Assunção, Cidade AM, rádio FM e na extinta TV Manchete. E no dia 13, o psiquiatra, psicoterapeuta e escritor Flávio Gikovate morreu aos 73 anos. Ele estava internado no Hospital Albert Einstein, na Zona Sul da capital, para tratar de um câncer descoberto em março. Formado pela USP em 1966, Gikovate foi um dos pioneiros nos estudos sobre o sexo, amor e vida conjugal no Brasil. Ao todo, ele publicou 34 livros sobre sexo, drogas, educação, entre outros temas. Atualmente, o psiquiatra apresentava o quadro "No divã do Gikovate", na rádio CBN, dentro do "CBN Noite Total" e, aos domingos, o programa de mesmo nome. Em 2010, o psiquiatra participou da novela "Passione", da TV Globo, a convite do autor Sílvio de Abreu. Na trama, ele interpretava a si mesmo.

NOVEMBRO
Em novembro, um dos nomes mais controversos da história do século XX saiu de cena. No dia 26, o ex-presidente Fidel Castro morreu aos 90 anos em Havana. A informação foi divulgada pelo seu irmão Raúl Castro em pronunciamento na TV estatal cubana. Fidel Castro teve uma trajetória que marcou a segunda metade do século passado. Quase três quartos da população cubana só conheceram um governante na vida. Visto como um grande líder revolucionário por uns, e como ditador implacável por outros, Fidel foi saindo de cena progressivamente ao longo da última década, morando em lugar não divulgado e fazendo aparições esporádicas nos últimos anos. O governo de Cuba decretou o luto oficial de nove dias. O líder da revolução cubana foi enterrado em Santiago de Cuba.

Na música, duas personalidades faleceram em novembro. No dia 10, o cantor canadense Leonard Cohen morreu aos 82 anos. Segundo a gravadora Sony Music Canadá na página oficial do artista no Facebook, a causa da morte não foi revelada, mas ele já dava indícios de que não estava bem de saúde. Ele era autor da canção 'Hallelujah'. E no dia 19, morreu a cantora de soul Sharon Jones. Ela tinha 60 anos e lutava, desde 2013, contra um câncer no pâncreas. Sharon nasceu na Georgia, nos Estados Unidos. Cantora desde criança nos corais de igreja das missas dominicais, Jones atingiu a fama depois dos 40 anos. Ela foi descoberta em meados dos anos 1990, ao fazer os vocais de apoio em uma apresentação do cantor Lee Fields. A cantora também fez participações em shows e álbuns de Lou Reed, David Byrne e Fat Boy Slim. Em 1996, lançou seu primeiro álbum.

DEZEMBRO
E em dezembro, cinco personalidades nos deixaram. No dia 14, faleceu o arcebispo emérito de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns. Ele tinha 95 anos e estava internado com broncopneumonia. Símbolo da igreja progressista e defensor dos mais pobres, o cardeal nasceu em 1921 em Forquilhinha, Santa Catarina. Era quinto de 13 filhos de imigrantes alemães, Ingressou na Ordem Franciscana em 1939 e iniciou seus trabalhos como líder religioso em Petrópolis, no Rio de Janeiro. Formou-se em teologia e filosofia em universidades brasileiras. Ordenado sacerdote em 1945, ele foi estudar na Sorbonne, em Paris, onde cursou letras, pedagogia e também defendeu seu doutorado. Foi bispo e arcebispo de São Paulo entre os anos 60 e 70. Dom Paulo Evaristo Arns se tornou um líder pela democracia e contra a tortura. Na Catedral da Sé, liderou o ato ecumênico em protesto pelo assassinato do jornalista Vladimir Herzog numa dependência militar. Fundou a Comissão Justiça e Paz, que deu apoio a perseguidos políticos. Deixou o cargo de arcebispo 1998 e tornou-se arcebispo emérito. Jamais perdeu a determinação de lutar pelos mais necessitados. Teve uma atuação marcante na Zona Norte da cidade, região em que desenvolveu inúmeros projetos voltados para a população de baixa renda. Em julho deste ano, foram celebrados os 50 anos de sua ordenação episcopal.


No dia 14, faleceu o jornalista Phelippe Daou. Ele tinha 87 anos e estava internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, para uma cirurgia. Ele morreu de falência múltipla dos órgãos. Em 1968, junto com Milton Cordeiro e Joaquim Margarido, o 'Doutor Phelippe' fundou a Amazonas Publicidade, embrião deu origem à Amazonas Distribuidora Ltda e Rádio TV do Amazonas S.A., que abrange, entre outras emissoras, a Rede Amazônica de Rádio e Televisão. Aliás, foi um ano difícil para a empresa amazonense. Em outubro, perdeu dois fundadores. No dia 5, faleceu Joaquim Margarido, aos 84 anos, vítima de um câncer. E no dia 31, morreu o vice-presidente de jornalismo da Rede Amazônica Milton de Magalhães Cordeiro. Ele tinha 84 anos e estava internado em hospital de Manaus para tratar pneumonia.

No dia 25, faleceu o cantor George Michael, aos 53 anos. Nas quase quatro décadas de carreira, Michael vendeu mais de 100 milhões de álbuns. Sua popularidade nos anos 1980 e 90 se traduziu em vários prêmios, entre eles três Brit, um MTV e oito indicações ao Grammy, ganhando duas vezes. O cantor é considerado o artista britânico mais reproduzido nas rádios até 2004. Em 1991, ele se apresentou na segunda edição do Rock in Rio, no Maracanã. Entre os principais sucessos estão "Wake me up before you go-go" - com o grupo Wham!, "I knew you were waiting", "One more try" e "Freedom! '90".

No dia 15, faleceu o jornalista Villas-Bôas Corrêa aos 93 anos. Sua trajetória começou em 1948, no extinto jornal A Notícia, escrevendo pequenas notas. Ao lado do fotógrafo José Rodrigues, naquela época, Villas-Bôas cobria diversas pautas por dia, inclusive policiais. Villas-Bôas também trabalhou no Diário de Notícias, jornal O Dia, Jornal do Brasil, O Estado de S. Paulo – onde passou 23 anos na sucursal do Rio de Janeiro –, Rádio Nacional. Mas foi no Jornal do Brasil que Villas-Bôas trabalhou boa parte de sua vida durante 30 anos. O jornalista também foi comentarista político da TV Bandeirantes e da extinta TV Manchete. Um comentarista de estilo elegante, sofisticado e profundo. Ao longo de todos estes anos, ele acompanhou de perto os principais fatos políticos do país, como a transferência da capital para Brasília, o golpe de 1964, a ditadura militar, a anistia, as Diretas Já. Um analista privilegiado de momentos marcantes da história do país. E em 4 de dezembro, morreu Ferreira Gullar. O poeta, escritor e teatrólogo maranhense tinha 86 anos e era um dos maiores autores brasileiros do século 20. Gullar foi eleito "imortal" da Academia Brasileira de Letras em 2014, tornando-se o sétimo ocupante da cadeira nº 37. O poeta é autor da canção 'Borbulhas de Amor', que foi intepretada pelo cantor Fagner. E com a canção que encerro a quarta parte da série especial.



No próximo post, as frases que marcaram o ano.

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#03 :: COMUNICAÇÃO
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*Com informações e apoio do: G1, G1 PB, G1 RJ, G1 MA, G1 AL, G1 PE, G1 SP, G1 SE, G1 AM, G1 Norte e Noroeste PR, G1 Campinas e Região, G1 Sorocaba e Jundiaí, Agencia France Presse, BBC, Associated Press, Reuters, Agencia EFE e UOL.

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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

#DESTAQUESDE2016 // #03 :: COMUNICAÇÃO



Durante a semana, o blog #PorDentroDasNotícias traz uma série especial sobre os principais fatos e imagens de 2016 selecionados por mim. E dividido por temas e serão em seis partes. E na terceira parte de hoje, vamos aos principais fatos na mídia nacional e internacional.

RBS VENDE SUAS OPERAÇÕES EM SC E JORNAL NO INTERIOR DO RS
Começamos com um fato que nos primeiros meses do ano foi confirmado e desmentido, confirmado e desmentido, confirmado e desmentido... E que acabou confirmado. A venda das operações do Grupo RBS em Santa Catarina. O anúncio foi em 7 de março na sede do Diário Catarinense, em Canasvieiras, em Florianópolis. Foi anunciado o fechamento do acordo entre os acionistas da RBS e os empresários Lírio Parisotto (que atua na área de mídia por meio de sua empresa Videolar e no setor de petroquímica a partir da Innova e foi afastado em agosto após se envolver num escândalo judicial com a atriz e modelo Luiza Brunet) e Carlos Sanchez (que amplia o processo de diversificação de seus negócios, a partir do Grupo NC), juntamente com outros investidores, para a transferência de controle das operações de televisões, rádios e jornais que atuam sob a marca RBS em Santa Catarina. Eles também anunciaram o nome de Mario Neves, atual diretor-geral da RBS TV Santa Catarina, como novo presidente das operações no Estado.

Segundo a RBS, a primeira aproximação dos investidores ocorreu há cerca de três anos. As conversações haviam sido retomadas há meses, mas o acordo só foi fechado há poucos dias. Embora não tenham sido divulgados valores, o negócio é considerado um dos maiores no ramo de mídia no Brasil nos últimos anos. Os novos acionistas da RBS em Santa Catarina vão controlar as emissoras da RBS TV em Florianópolis, Blumenau, Joinville, Centro-oeste, Chapecó e Criciúma, os jornais Diário Catarinense, Hora de Santa Catarina, A Notícia e Jornal de Santa Catarina e as rádios CBN Diário, além das emissoras da Itapema e Atlântida em Santa Catarina.

Após o anúncio, o Grupo RBS divulgou uma 'carta aberta aos catarinenses' em que agradece o apoio do público e aos colaboradores ao longo de 37 anos no estado. A carta relembra a ação da RBS em momentos dramáticos como as enchentes e em causas da comunidade como a duplicação da BR-101. Em um comunicado, a RBS informou que concentrará suas atividades de mídia no Rio Grande do Sul, estado onde nasceu. Além dos negócios de comunicação, o grupo é proprietário da e.Bricks, empresa de investimento digital com atuação no Brasil e nos Estados Unidos.



Após a divulgação da venda, começou uma série de transição que vai durar até dois anos, a partir do momento do acordo entre as duas empresas. Em 17 de agosto, o logotipo do Grupo RBS já não aparece mais nos expedientes dos jornais catarinenses - e também nos sites dos jornais. Em seu lugar está o logo do Grupo NC. Em 7 de outubro, o nome RBS e o logotipo do Grupo RBS não são mais usados nos encerramentos de programas e telejornais da casa. O logotipo esférico da RBS TV, no entanto, permanece no ar. E em 5 de novembro, foi a vez da retirada do logotipo da emissora gaúcha de todos os microfones catarinenses. Além disso, o nome da RBS também não aparece mais nos crachás de seus funcionários. Com a mudança, as canoplas dos microfones passam a ter apenas o logotipo da Rede Globo em suas quatro faces, como acontece no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Recife, onde a Globo possui emissoras próprias. O que não mudou são as rádios Atlântida e Itapema, que permanece no ar, agora como afiliação à rede. E não parou por aí, as emissoras da RBS TV de Santa Catarina vão mudar de nome. Se for confirmada, a rede, que atualmente têm 18 emissoras (incluindo as 12 no RS), perderá o título de maior rede regional de televisão no Brasil, que ficaria com a Rede Amazônica, com 13 emissoras de 5 estados. Ou seja, o fim definitivo do Grupo RBS no solo catarinense será a partir do novo nome da emissora que vai substituir a RBS TV.

E não parou por aí. Depois da venda das operações de mídia em Santa Catarina, o Grupo RBS anunciou em 24 de novembro, o acordo para a venda do Diário de Santa Maria a um grupo de empresários santa-marienses. Fundado em 19 de junho de 2002, o jornal, que teve o nome escolhido por um concurso cultural e já nasceu totalmente colorido, passará a ser administrado pelos empresários Paulo Ceccim, Carlos Costa Beber, Renor Beltrami, Flavio Jobim, Mauro Della Pasqua, Valnei Beltrame, Jairo Libraga, Giuliano Vendrúsculo e Luiz Fernando Pacheco, sob coordenação jurídica de Marcelo Zampieri e Ricardo Jobim, a partir de 1º de fevereiro. A linha editorial será independente da adotada pela RBS. O processo de transição pode durar até 18 meses com o objetivo de garantir a continuidade das operações. Em nota, o Grupo RBS seguirá exercendo seu propósito enquanto empresa de comunicação em Santa Maria, a partir de suas operações de rádio e televisão, com as marcas RBS TV, Gaúcha e Atlântida. A decisão parte de uma visão estratégica da operação de jornais da empresa, com objetivo de focar esforços em Zero Hora e Diário Gaúcho, marcas de jornalismo com abrangência estadual, reconhecidas pelos gaúchos. Ainda não sabe se o jornal Pioneiro, de Caxias do Sul, permanece ou não do grupo.

E fiquei muito triste com a venda das operações da RBS em Santa Catarina. E estou na torcida para os funcionários das duas empresas, tanto em Santa Catarina, quanto no Rio Grande do Sul. Para que ambos continuem gigantes nas comunicações do Brasil.

OS 30 ANOS DO PRIMEIRO JORNAL INFORMATIZADO DA AMÉRICA LATINA
Ainda em Santa Catarina, dois jornais da RBS fizeram aniversário. Em 5 de maio, o Diário Catarinense completou 30 anos. Fundado em 1986, dois meses depois da morte do fundador Maurício Sirotsky Sobrinho, que idealizou o jornal antes de morrer, o jornal foi o primeiro na América Latina a ser produzido pelo computadores. Após a inauguração, saiu a primeira edição do jornal que se esgotou duas horas depois. Ao longo de três décadas, o jornal registrou os principais fatos do estado de Santa Catarina, no Brasil e no Mundo. O grafismo do jornal mudou muito. O grafismo do jornal mudou muito. A última foi em 26 de outubro do ano passado, quando o jornal ganhou a nova logomarca - que passou a chamar 'DC' - e o novo slogan, integrando o estado 'de Ponto a Ponto'. Além da criação de uma edição de fim de semana e uma edição dominical que circula apenas na versão digital. Em 7 de setembro de 2013, o jornal atingiu 10 mil edições. Este ano, houve uma série de comemorações, como uma homenagem na Assembleia Legislativa, uma edição histórica, publicada no dia do aniversário com um caderno de 64 páginas e um especial multimídia na versão online. Além disso, teve uma edição digital com 42 capas inéditas do jornal e a possibilidade de folhear a primeira edição em 5 de maio de 1986 num aplicativo digital - DC Jornal Digital. Segundo o Instituto Verificador de Circulação - dados em 2015, a tiragem do DC, em média, é de 31.467 exemplares.



10 ANOS DO HORA DE SC E 10 ANOS DO NOTÍCIAS DO DIA
Em 28 de agosto, o popular 'Hora de Santa Catarina' completou 10 anos. Desde 2006, o maior jornal da Grande Florianópolis impacta hoje cerca de 63 mil leitores diariamente na versão impressa, com forte presença também no digital. Ao longo de uma década, a 'Hora' se aproximou das comunidades não só na produção de reportagens, mas em ações que têm a cara da cidade. Em 14 de julho, o jornal teve uma reformulação gráfica e editorial para dar ainda mais espaço às causas que fazem diferença na vida dos leitores. Em agosto, houve ações como shows musicais e uma caderno especial '10 Anos de Vidas', publicada em 27 de agosto e traz a retrospectiva da primeira década da Hora de Santa Catarina, relembrando histórias emocionantes que marcaram as páginas do jornal.

Outro jornal catarinense também fez aniversário. Em março, o Notícias do Dia fez 10 anos. Lançado em 2006, o primeiro veículo de mídia impressa do Grupo RIC nasceu dentro da visão de valorizar o jornalismo regional. Hoje é leitura obrigatória para quem quer e precisa estar bem informado. Este ano, o jornal ganhou um novo site, novo projeto gráfico no impresso e nova logomarca. Atualmente, o 'ND' têm edições de Floripa e Joinville.

'FOLHA' FAZ 95 ANOS COM MUDANÇAS 'ESTRANHAS'...
E em 19 de fevereiro, o jornal 'Folha de S. Paulo' completou 95 anos. E para comemorar a data, o maior jornal do país circulou em 28 de fevereiro um caderno especial de 120 páginas. Isso mesmo, 120 páginas divididos em 5 cadernos. A publicação relembra a história do jornal, curiosidades e uma análise sobre os novos modelos de negócio e de produção de conteúdo. Para se ter uma ideia, houve mudanças na impressão e distribuição do jornal. No Centro Tecnológico Gráfico­-Folha, foram cinco turnos de impressão num trabalho que consumiu em até 30 horas. Com o especial, a edição dominical que foi a terceira maior da história do jornal, com 424 páginas, atrás das edições de 30 de junho de 2013, com 458 páginas, e de 28 de novembro de 2010, com 430 páginas. Para o editor-executivo da Folha, Sérgio Dávila, a dimensão do jornal naquele dia mostrava "a força do projeto do jornal, que segue os princípios de pluralidade, apartidarismo e crítica". Com uma tiragem em média de 189.254 exemplares, a 'Folha de S. Paulo' é o terceiro maior jornal impresso do Brasil segundo dados do Instituto Verificador de Circulação em 2015.

Mas nem tudo foi de comemoração.Em 2016, a 'Folha de S. Paulo' fez várias mudanças. Em abril, o 'Folhinha' deixou de circular após 52 anos. A seção infantil migrou para a Revista 'sãopaulo', que ganhou uma nova roupagem em maio. O semanal 'Tec' saiu de cena e o noticiário de tecnologia migrou para o 'Mercado' - na seção A. Em Junho, estreou na edição dominical o 'Sobre Tudo', que uniu os conteúdos de 'Veículos', 'Morar' e 'Negócios, Empregos e Carreiras', além de Classificados. Ainda naquele mês, a revista 'Serafina' deixou de circular no Rio e em Brasília, passando exclusivamente para São Paulo. Em julho, o jornal mudou o limite de acesso gratuito na versão digital. Pioneiro a adotar o 'paywall' na internet do Brasil, a 'Folha' reduziu de 20 para 10 textos por mês. Agora, o acesso é livre até cinco reportagens e de seis a dez, o internauta faz um cadastro para ler o restante dos textos gratuitos. A partir do 11º texto em diante, o conteúdo é restrito aos assinantes. Em agosto, mais mudanças, além da redução do quadro de funcionários na sucursal do Rio de Janeiro, o jornal extinguiu o caderno de Esportes e o noticiário esportivo foi inserido em 'Cotidiano' na seção B. Ao portal Meio&Mensagem, o editor-executivo Sérgio Dávila explicou que a nova reestruturação é fruto da crise econômica que afeta o Brasil. E disse ainda que o jornal procurou poupar áreas estratégicas, “como a cobertura de política, os repórteres especiais e seu elenco de colunistas”. E em 1º de outubro, o suplemento semanal do 'The New York Times' publicou a sua última edição.

AS SUPEREDIÇÕES DE FIM DE SEMANA NOS QUATRO JORNAIS DO BRASIL
Na mídia impressa, 2016 foi o ano das superedições de fim de semana no Brasil. Seguida por tendência mundial, como o alemão 'Süddeutsche Zeitung' e o francês 'Libération', quatro jornais do Brasil criaram as edições conjuntas de sábado e domingo. Em 4 de março, o jornal Zero Hora, de Porto Alegre criou uma Superedição de fim de Semana que abriga os conteúdos dos dois dias. Além dos cadernos 'Vida', 'Donna' e 'ZH Classificados', lançou os dois novos cadernos. O 'DOC', que trará reportagens especiais, entrevistas e colunistas, e o caderno 'Fíndi', que reune notícias sobre entretenimento, a programação para os dois dias, programação de TV, resumo de novelas da semana e uma nova seção infantil - o Programinha. Aos domingos, a ZH circula uma edição exclusivamente digital. Em ZH Domingo Digital, o leitor confere às notícias mais recentes e atualizadas do fim de semana. A edição sai às 11h. A última edição dominical de Zero Hora no impresso foi em 28 de fevereiro.



No mesmo dia, outro jornal criou uma edição única de fim de semana. O jornal 'O Estado do Maranhão', de São Luís, criou uma edição conjunta de sábado e domingo com reportagens especiais, informações aprofundadas e integração dos cadernos dominicais PH Revista e a Revista da TV.



Em 6 de maio, o 'Diário do Nordeste', de Fortaleza, criou uma edição única no fim de semana. Reunindo os principais cadernos e novos colunistas, os leitores terão as impressões de sábado e domingo agora concentradas em um exemplar. E uma edição exclusivamente digital será entregue aos assinantes nas manhãs de domingo. Segundo o jornal cearense, o que tem de mais importante e diversificado estará presente na Superedição: o Caderno Zoeira, com forte atenção ao público feminino, trazendo moda, beleza e comportamento; Vida, com informações de saúde e bem-estar para toda a família; o conteúdo do Caderno Jogada terá um reforço com uma maior cobertura das diferentes modalidades esportivas, além de informações atualizadas sobre os jogos do fim de semana. As reportagens especiais que envolvem o jornalismo investigativo e de interesse público serão publicadas com o selo "DOC", estilo documentário. Com a renovação do modelo de chegar ao leitor, o Diário do Nordeste mantém sua atualidade diante do jornalismo em constante mudança com maior busca pela qualidade. Nos últimos anos, o jornal está entre os maiores veículos vencedores dos principais prêmios de jornalismo do País, com reportagens de excelência sobre os mais variados temas.

E em 27 de agosto, o Diario de Pernambuco lançou uma superedição de Fim de Semana. Com distribuição aos sábados e edição digital extra aos domingos, a edição conta com cinco cadernos além de novos segmentos com colunistas exclusivos e mais análises e reportagens especiais. No Caderno 1, o jornal trará as principais notícias da sexta-feira. Já o Caderno 2 oferece conteúdo sobre as editorias de política e economia, além de entrevistas. As notícias locais, assim como os destaques do Brasil e do mundo chegam até o leitor através do Caderno 3, que também apresenta as notícias de Esportes e reportagens do 'Curiosamente'. Educação, Gastronomia, Tecnologia, Saúde, Turismo e o segmento voltado para crianças, o 'Diarinho', também estão incluídos na edição e poderão ser encontrados no Caderno 4. O Caderno 5 traz as atualizações de Cultura, Entretenimento e o roteiro completo do final de semana na cidade. Aos domingos, os assinantes terão acesso à versão digital, com as principais notícias do final de semana, inclusive a rodada do futebol.



A edição conjunta de fim de semana é uma novidade aqui no Brasil. Os leitores indicaram que a edição de sábado tinha (ou ainda têm) uma vida útil muito curta para ser apreciada, uma vez que o jornal de domingo era entregue aos sábados à tarde e já atraía a atenção. Por esse motivo, alguns jornais unificaram os dois jornais em um só, circulando apenas nos sábados. Alguns jornais como o Gazeta do Povo (PR), Diário Catarinense (SC), Jornal de Santa Catarina (SC) e A Notícia (SC) já circulam neste formato. A mudança faz parte do novo posicionamento do jornalismo impresso em tempos de internet. Ah, outra parte dos jornais circulam em edição conjunta de domingo e segunda, como o Correio da Paraíba (PB), Tribuna do Norte (RN) e O Diário do Norte do Paraná (PR). E espero que um dos jornais citados podem criar a edição de fim de semana, circulando apenas de segunda a sábado.

O FIM DO JORNAL DA PARAÍBA NO IMPRESSO
Enquanto isso, alguns jornais impressos fecharam as portas em 2016. Ou migraram para o digital. Como o Jornal da Paraíba, circulou em 10 de abril a sua última edição no impresso. Em um comunicado publicado na edição dominical, a decisão foi anunciada pela direção do jornal na última quinta-feira, 7, e justificou que o motivo "é uma tendência mundial de migração do impresso para as plataformas digitais". E acrescentou também a crise econômica no Brasil "que enfrenta atualmente, atingindo o setor produtivo e provocando milhões de baixas no mercado de trabalho". O comunicado trouxe a trajetória do jornal que foi lançado em 5 de setembro de 1971, em Campina Grande. Em Janeiro de 2002, o periódico passou a circular em todo o estado da Paraíba. Em (quase) quatro décadas e meia, o 'JP' - como é chamado - "defendeu bandeiras, causas e esteve ao lado da sociedade paraibana" e "investiu em credibilidade e contribuiu com o desenvolvimento do nosso estado". Atualmente, o Jornal da Paraíba circulava em duas edições: Campina Grande e João Pessoa. Depois de 12.938 edições, o Jornal da Paraíba permanece, só que, na internet, que em julho, ganhou um novo layout. Com a mudança, as reportegens publicadas seráo divididos por quatro editorias: Política, Vida Urbana, Esportes e Cultura. E olha que gostava tanto desse periódico. Grande parte do meu acervo de jornais são do Jornal da Paraíba. Era bom se o 'JP' mudaria de formato (o moderno berliner) e criaria a superedição de fim de semana - facilitando a circulação de segunda a sábado no impresso, além de mais fotos e gráficos como a previsão do Tempo. Mas... Quem sabe futuramente, o JP volta no impresso com força total. Em 5 de setembro, o Jornal da Paraíba fez 45 anos.

O FIM DO 2º JORNAL MAIS ANTIGO EM CIRCULAÇÃO DA AMÉRICA LATINA
No Rio de Janeiro, o Jornal do Commercio encerrou as atividades em 29 de abril, tanto no impresso, quanto no digital. Cerca de 24 profissionais foram demitidos. Fundado pelo francês Pierre Plancher em 31 de agosto de 1827, o jornal passou a integrar o Grupo Diários Associados, de Assis Chateaubriand, em 1959. Em 2005 expandiu-se, inaugurando sucursais em São Paulo, Brasília e Belo Horizonte, onde passou a ser comercializado em bancas, concorrendo diretamente com outros importantes jornais econômicos brasileiros como Valor Econômico e Gazeta Mercantil. Voltado no segmento econômico, o jornal era o segundo mais antigo em circulação na América Latina. Em contato com o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, o diretor-presidente, Maurício Dinepi, revela que o motivo do fechamento é a atual crise do setor. Além disso, a empresa deixou de produzir o impresso Diário Mercantil. Com o fim do Jornal do Commercio, o 'Valor Econômico', que no dia 13 de setembro passou a controlar totalmente pelo Grupo Globo depois de 16 anos de parceria com o Grupo Folha, tornou-se o único jornal de economia e negócios em circulação nacional.

REINO UNIDO 1: O FIM DO 'THE INDEPENDENT'
E na Inglaterra, o jornal 'The Independent' deixou de circular no impresso depois de quase três décadas. Em um comunicado ao 'The Guardian', divulgado em 12 de fevereiro, o milionário russo Evgeny Lebedev, proprietário do periódico, disse que o foco será apenas na versão digital. Apesar da transição, Lebedev disse o Independent sempre foi um jornal pioneiro com um histórico de inovação e tem orgulho de uma herança como primeiro título nacional de qualidade verdadeiramente independente da Grã-Bretanha. Fundado em 7 de outubro de 1986, o 'The Independent' teve altos e baixos ao longo dos 30 anos. Em 1990, a tiragem chegava a 423 mil exemplares. Mas veio as dificuldades financeiras e a circulação caiu para 40 mil. Enquanto isso, a publicação teve pontos positivos, como o ênfase a fotos e gráficos na primeira página, a evolução gráfica do jornal e foi pioneiro da Grâ-Bretanha a trocar a versão padrão (broadsheet) pelo tabloide - isso foi em setembro de 2003, que antes da mudança, o periódico foi publicado em duas versões com o mesmo conteúdo de cada um. Em 2010, o 'Independent' criou o tabloide 'i', voltado para o público jovem e com uma tiragem de 292 mil exemplares - maior do que a co-irmã. Lançado há quase seis anos, o periódico vendeu para o grupo escocês Johnston Press por 25 milhões de libras (cerca de 32 milhões de euros). A versão impressa do 'The Independent' foi publicada pela última vez em 26 de março. Antes, no dia 20 do mêsmo mês, o dominical  'The Independent of Sunday' circulou nas bancas à edição de despedida.

REINO UNIDO 2: NOVO JORNAL QUE DUROU APENAS DOIS MESES
Enquanto isso, a Trinity Mirror, que edita os jornais de esquerda Daily Mirror e Sunday Mirror, criou em 29 de fevereiro, o 'The NewDay', que chegou às bancas com um "enfoque alegre, otimista e politicamente neutro". Apesar da queda de vendas dos jornais, que levou o The Independent a anunciar que passaria a ser apenas digital, o novo jornal está convicto de que seu formato garantirá sua sobrevivência. O tabloide tinha 40 páginas, muitas fotos e matérias curtas combinadas com outras de interesse social e sua primeira edição foi gratuita. Depois custaria 25 pence (US$ 0,35). O lançamento do jornal The New Day foi uma surpresa, em um cenário de queda nas vendas e redução da publicidade nos jornais. Em 6 de maio, o primeiro jornal de tiragem nacional lançado no Reino Unido em 30 anos publicou sua última edição. Os proprietários anunciaram que estavam convencidos da viabilidade do papel na era da internet.

O NOVO PROJETO GRÁFICO (ESTRANHO) DO JORNAL DO COMMERCIO
Entre as mudanças gráficas que marcaram 2016, o Jornal do Commercio, no Recife, teve o projeto gráfico 'estranho'. Até o dia 4, o grafismo que existia desde abril de 2011 era muito mais moderno, tanto nas fontes, quanto nos gráficos. Em 5 de abril, o periódico ganhou uma nova fase e além de mudar o grafismo, ganhou uma nova logomarca, passando a se chamar 'JC' - como é chamado. A tradicional bandeira do estado de Pernambuco continua mantido. E não é só isso. O jornal circula apenas dois cadernos, e em todos os dias da semana. O primeiro caderno abriga o noticiário de Política, Economia, Cidades, Opinião, Brasil e Internacional. Já o segundo caderno reúne o conteúdo de Cultura, a coluna Social1 e o noticiário esportivo. O novo grafismo do jornal dividiu opiniões. E não é só o 'JC' que mudou de visual. Nove dias depois, em 14 de abril, o jornal 'Folha de Pernambuco' ganhou um novo layout com mudanças que transitam pela marca, diagramação, topografia e interação com as plataformas digitais, passando também pelas redes sociais.



TRÊS JORNAIS BRASILEIROS ADOTARAM O MODERNO BERLINER
A minha sugestão é que o 'Jornal do Commercio' e 'Folha de Pernambuco' deveria mudar de formato, do standard para o berliner - ou tabloide. Como nos três jornais brasileiros que adotaram o modelo este ano. Em Goiânia, o jornal 'O Popular' adotou o berliner em 3 de abril. Segundo o jornal goiano, a proposta é aliar agilidade e densidade informativa. Além da mudança no formato, o 'Pop' ganhou um novo visual que são divididos em seis editorias. Opinião, Bússola, Notícias, Vida Urbana, Esporte e Magazine - o último circula em separado, assim como os Classificados e os especiais. Em 23 de agosto, o 'Jornal do Tocantins', único jornal impresso que circula diáriamente no estado, ganhou um novo formato e fez uma 'reciclagem' no grafismo nos moldes d'O Popular. Os jornais fazem parte do grupo Jaime Câmara - que controla a TV Anhanguera, emissora afiliada à Globo. E em 15 de novembro, o jornal 'Comércio da Franca', no interior de São Paulo adotou o berliner por recomendação da Associação Paulista de Jornais. O grafismo permaneceu o mesmo. Digo várias vezes que o berliner é o formato mais moderno no atual jornalismo impresso no Brasil e no mundo. É mais prático e fácil de ler.


Aliás, dois jornais fizeram uma mudança diferente. Eles adotaram o berliner nos dias úteis da semana - de segunda a sexta, e aos sábados e domingos, circula o bom e velho 'standard'. É o caso dos diários El Comercio, de Lima, e La Nacion, de Buenos Aires. Os dois jornais têm vida longa. O peruano circula há 177 anos, enquanto o argentino têm 146 anos. Outra curiosidade é que ambos não mudaram de grafismo, apenas alterou algumas seções. Mas achei bacana a iniciativa! E se a moda pega aqui no Brasil...

Imagine se O Globo ou Diario de Pernambuco adotaria a modelo do peruano ou argentino. Aliás, o Diario de Pernambuco teve várias mudanças esse ano. Em 1º de março, teve o grafismo alterado e circula em dois cadernos no meio de semana. Ou três porque o 'Viver' - noticiário cultural, na seção C, está encartado na seção B. Aí o leitor opita se separa ou não. A seção A é dedicado por Política, Economia, Brasil, Mundo, Opinião, Em Foco e Nas redes - substituindo o Filtro. O Local e Superesportes ficam na seção B. Em 1º de dezembro, o jornal criou o 'DP Auto', suplemento automotivo. Como o jornal pertence ao grupo R2, dos irmãos Rands, o 'Diario' mudou de sede pela nona vez. Saiu do prédio dos Diários Associados (ou Sistema Opinião de Comunicação) no bairro de Santo Amaro, para a Avenida Marquês de Olinda, no bairro do Recife Antigo.



JOÃO PESSOA: CANAL 10 MUDA DE NOME E CHAMA TV MANAÍRA
Na Paraíba, a antiga TV Clube Paraíba deixou de usar o nome em 10 de fevereiro. Começou uma série de transformações na emissora afiliada a Rede Bandeirantes na capital do estado. Em 16 de Fevereiro, o Canal 10 entrou o canal digital, só que em caráter experimental. Os programas locais eram transmitidos na redação da casa. Em 14 de Março, foi realizado um café da manhã para apresentar ao mercado publicitário o novo nome e a nova marca, bem como novos estúdios, programas e apresentadores. E o novo nome escolhido pelo público, através de uma enquete nas redes sociais da emissora, foi a TV Manaíra. A grade local da TV Manaíra começou com cinco programas. Em agosto, teve mudanças. O programa Gerardo Filho foi substituído por 'Paraíba S/A', um Talk show sobre empreendedorismo apresentado por Andreia Barros. Em novembro, o noturno Jornal Manaíra, saiu temporariamente da grade. A estação de TV têm 6 retransmissoras pela Paraíba atingindo 19 municípios. Enquanto isso, em Campina Grande, a primeira emissora do estado da Paraíba e do interior da região Nordeste completou 50 anos em 14 de março. a TV Borborema, afiliada ao SBT, ganhou nova logomarca, novos cenários e a implantação do sinal digital na região de Campina.





A EXPANSÃO DA BANDNEWS FM
No dia do lançamento do novo nome do Canal 10 de João Pessoa, foi anunciado a criação da BandNews FM Manaíra, que substituiu a programação musical da Clube FM, que extinguiu toda a sua programação e passou a produzir uma programação com músicas do gênero adulto contemporâneo. Em 2 de maio, a emissora entrou no ar na frequência 103.3 FM, que teve Ricardo Boechat e Eduardo Barão apresentando na Praia de Manaíra. Além de João Pessoa, a primeira rede de rádio all-news transmitida apenas no FM no Brasil entrou no ar na capital do Espírito Santo. Em 23 de maio, a BandNews FM chegou em Vitória na frequencia 90.1 FM. Ao todo, a BandNews FM têm 11 emissoras, incluindo a Brasil Radio - ou a WRSO-AM e W226BT-FM, inaugurada em março em Orlando, nos Estados Unidos, e que conta com grande parte do conteúdo da BandNews FM.



25 ANOS DA CBN
Em 1º de outubro, a Central Brasileira de Notícias completou 25 anos. A primeira emissora de rádio all-news 24h no Brasil foi inaugurada em 1991 e atualmente têm uma rede com 4 próprias e 28 afiliadas no Brasil, transmitidas em AM ou FM. Pra comemorar a data, a emissora exibiu no rádio e na web uma série especial sobre os fatos que marcaram durante duas décadas e meia. No dia do aniversário, a emissora teve uma programação especial com programas com plateia e convidados no estúdio. Dos 25 anos, faço parte da história há dez anos. Inicialmente escutava à rádio nas madrugadas. Hoje, ouço (de vez em quando) na maior parte do dia. Além de ficar por dentro do que acontece no país e no mundo, o que eu mais gosto na CBN é o esporte, como as transmissões do Futebol e do Quatro em Campo - que eu mais gosto e não perco um programa. Aliás, me lembro dos tempos de CBN Esporte Clube que ouvi muito na última década com o Juca Kfouri. Ou seja, escuto no rádio ou na internet, inclusive no APP para smartphone. E até nos podcasts - onde baixo e ouço como quiser - em offline. Sem falar da Semana CBN, onde o internauta pode ouvir a programação dos últimos sete dias. Mesmo com as comemorações do 'jubileu de prata', a CBN perdeu duas afiliações este ano. Uma delas foi em Salvador, que em 1º de novembro, a emissora encerrou a sua programação local e um mês depois, substituiu a volta da Jovem Pan FM na capital baiana, na frequencia de 91,3 FM - que era da Itaparica FM.



DE OPERADORA A PROGRAMADORA: 25 ANOS DA GLOBOSAT
Quem também fez 25 anos em 2016 foi a Globosat. Em 15 de novembro de 1991, começou a operar com quatro canais: GNT, Multishow, Telecine e Top Sport (que, em 1994, adotaria a marca SporTV). Naquela época, a Globosat atuava como programadora dos canais e como operadora que comercializava, instalava, atendia os assinantes, cuidava da manutenção dos equipamentos e dos sistemas de cobrança e ainda enviava uma revista de programação todos os meses para os assinantes. Em 1993, com a criação das operadoras de TV por assinatura, a Globosat passou a se dedicar apenas à programação de canais e, posteriormente, à produção de uma série de programas e séries. Hoje, são 33 canais: 23 lineares, nove pay-per-view e um internacional. Desses 33, 22 são transmitidos em HD. E, ainda, existem oito canais em VOD (vídeo sob demanda). Atualmente, a maior parte da programação dos canais é feita por produtoras independentes. Em comemoração aos 25 anos, a Globosat lançou o canal Globosat 25 Anos na internet, com programação especial aberta para todos os usuários. O acervo da programadora também está disponível no Globosat Play, serviço de 'TV everywhere' disponível para computadores, tablets, smartphones, videogames e smart TVs.





E em 15 de outubro, a Globo News completou 20 anos. Foi o primeiro canal brasileiro de notícias 24h na TV por assinatura.

SBT FAZ 35 ANOS COM ALTOS E BAIXOS
No mundo da televisão, o Sistema Brasileiro de Televisão completou 35 anos em 19 de agosto. A emissora de Sílvio Santos estreou em 1981 em São Paulo. No mesmo ano, foi inaugurada em Porto Alegre e Belém. Durante três décadas e meia, a emissora reforça a imagem única de TV mais popular do Brasil, como diz o colunista do UOL Ricardo Feltrin. Segundo o portal NaTelinha, uma coisa já não faz mais parte da emissora foi a grade voadora. Novelas são exibidas até o final nos seus respectivos horários, programas deixaram de ser cancelados sem avisos prévios e o "Chaves" - que passa mais vezes no canal - parou de aparecer de surpresa em qualquer faixa. Atualmente, a emissora têm 96 emissoras pelo Brasil - sendo 8 próprias e 88 afiliadas, e transmite mais entretenimento e menos jornalismo. Aliás, em 9 de maio, o SBT estreou, de forma tardia, todos os telejornais em alta definição. Mesmo assim, a estação continua exibindo as imagens de estúdio em SD wide (480p), formato padrão 16:9, dando a falsa impressão de estar em alta definição. Por outro lado, as matérias de externas já estão sendo captadas e transmitidas no formato digital (1080i). É...

A NOVA LOGOMARCA DA RECORDTV - E DA RECORD NEWS
E a Record teve transformações em 2016. A emissora ganhou uma nova sede no Rio de Janeiro e uma nova logomarca - de forma 'estranha', que foi adiada em até três vezes neste ano. O novo logo, lançado em 24 de novembro, não tem o mapa da América do Sul na parte central e as três cores nos arcos foram substituídos em tom azulado. Além da nova logomarca, a emissora deixou de se apresentar como TV Record e se lança como RecordTV. E a exemplo de Globo e Bandeirantes, houve também o registro de Grupo Record. A RecordTV têm 100 emissoras - 14 próprias e 86 afiliadas, além de mais de 150 países pela Record Internacional. Entre setembro e novembro, a emissora divulgou em intervalos comerciais um comercial sobre o anúncio da nova marca com a frase 'E você, já se reinventou?'. A nova marca foi apresentada no 'Jornal da Record'.





Enquanto isso, a Record News também mudou de logomarca. Foi em 10 de outubro. Os efeitos 3D e espelhamentos, deu lugar na nova marca a apenas três linhas que juntas formam o símbolo do canal. Um pequeno degradê nas tonalidades de azul foi adicionado. E a tipografia ficou mais fina e ganhou uma cor preta sólida com destaque para as iniciais 'RN' acrescidas de 'Record News'. Além da nova marca, a emissora ganhou novos cenários e novos grafismos, que foram apresentados no programa especial. Além disso o novo logo da emissora ganhou um novo slogan:  “Informação para você crescer”. O primeiro canal brasileiro de notícias em sinal aberto completa uma década no ano que vem e têm atualmente 13 emissoras pelo país - sendo 3 são próprias.



OS 60 ANOS DE TELEVISIÓN ESPAÑOLA
Na Espanha, a Televisión Española completou 60 anos. Em 28 de outubro de 1956, a estação iniciou as transmissões em uma villa do Paseo de la Habana, em Madrid. Seis décadas se passaram e a emissora pública foi testemunhado todos os eventos importantes na história da Espanha. Um país que inicialmente gastou 600 dispositivos de televisão, (quando o sinal veio com dificuldades, as variações de tensão electrica) a mais de 100 milhões de telas  - entre televisores, celulares, tablets... - prevista no país em 2018. E é que tem crescido a partir de um único canal com duas horas de transmissão para uma ampla oferta de seis canais que emite 24h:  La 1, La 2, Canal 24 Horas, Teledeporte, Clan, e TVE internacional, presente em vários países - inclusive o Brasil. Além do Star HD, canal internacional de TVE que transmite programas de entretenimento e ficção em alta definição para as Américas. Este ano, foi lançado um selo comemorativo e um 'streaming' que recorda os programas que passaram na TVE ao longo dos anos. O canal 'TVE 60 años' está disponível até a última semana deste ano. E na minha opinião, a Televisión Española é o principal canal espanhol para os espanhóis e os países que falam o idioma.

A MÍDIA NOS JOGOS OLÍMPICOS
E para encerrar os fatos que marcaram o ano nos meios de comunicação, vamos relembrar como foram a mídia nos Jogos Olímpicos no Rio. Nas transmissões de rádio e televisão, a audiência no Brasil nesta edição foi maior do que a da anterior. Entre os mais vistos foram a cerimônia de abertura, a final do futebol masculino e a cerimônia de encerramento. Segundo dados de audiência divulgados no dia 25 de agosto pela Kantar Ibope Media, 63,4 milhões de pessoas acompanharam pela TV pelo menos 1 minuto de algum evento da Olimpíada nas 15 regiões metropolitanas em que o instituto afere a audiência – o equivalente a 93% dos indivíduos representados na área de medição. Em relação às modalidades, futebol, vôlei de praia e ginástica (juntando artística, trampolim e rítmica) foram as competições mais acompanhadas pela TV. Segundo dados preliminares do comitê Rio-2016, 5 milhões de pessoas assistiram os jogos na TV.

Aqui no Brasil, destaque pelo retorno da Rede Globo, que em 2012 não transmtiu as Olimpíadas em Londres, assim como a Bandeirantes. A emissora paulista teve mais horas de exibição do que a da carioca, 200 (media) para a Band e 140 (media) para a Globo. Além de ter mais espaço na programação e transmitir um segundo canal exclusivo nas plataformas digitais (deveria incluir também na televisão digital terrestre por aqui), o principal destaque da cobertura na Globo é a Glenda Kozlowki, que foi a primeira mulher a narrar um evento esportivo, como na ginástica artística. Sem falar do 'Time de Ouro', que teve os ex-atletas Tande, Giba, Hortência, Maurren Maggi e Gustavo Kuerten, entre outros. Aliás, o Guga ganhou fama nos locais por onde passava e nas redes sociais. Outro destaque foi o estúdio olímpico, que ficava no Parque Olímpico na Barra e abrigava programas da Globo e do canal pago SporTV. Aliás, o SporTV fez a maior cobertura esportiva da história da televisão brasileira com até 16 canais na televisão e 40 sinais via internet, através no APP SporTV Rio 2016. Enquanto isso, a Record, que há quatro anos transmitiu os jogos da capital inglesa com exclusividade na TV aberta, foi razoável nestes jogos. A Record News, canal de notícias da Record, virou (como sempre) o canal temporário de esportes, com vinte horas diárias. Além da Record News, Record, Band, Globo e SporTV, as emissoras que também teve direitos de transmissão destas Olimpíadas são ESPN, Fox Sports e BandSports.



No rádio, destaque para as rádios Globo e CBN. Entre os dias 6 e 21 de agosto, as duas emissoras dedicaram uma programação dedicada a Jogos Olímpicos 24h. A Estação Rádio Globo CBN operava apenas na frequencia AM nas duas cidades: 1220 no Rio e 780 em São Paulo. A transmissão foi disponível também na internet e nos aplicativos das duas rádios - apenas para o território brasileiro. Durante duas semanas, teve informações e transmissões das modalidades como Futebol, Basquete e Vôlei. Confesso que ficou bacana e escutava direto durante o período no APP da CBN - porque aqui onde moro não tinha uma rádio especial. Além disso, as duas rádios transmitiram durante duas semanas antes dos jogos uma série especial contada por uma repórter que cobriu, acredite, dez jogos olímpicos. A jornalista Dorrit Harazim, do jornal 'O Globo', contou uma crônica dividida em dez capítulos publicada nas páginas impressas e on-line do jornal e foram reproduzidas nas duas rádios nas vozes das jornalistas da TV Globo: Glenda Kozlowski, Cristiane Dias, Carol Barcellos, Luciana Ávila; e a nova geração de jornalistas esportivas da Rádio Globo e CBN: Ana Thaís Matos, Camila Carelli, Mayra Siqueira e Carla Matera. Para ouvir a série especial, clique aqui. Além das duas emissoras do Sistema Globo de Rádio, o Grupo Bandeirantes de Comunicação também teve direitos de transmissão das Olimpíadas em parceria com as rádios Bandeirantes, BandNews FM e Bradesco Esportes FM. A Rádio Gaúcha, do Grupo RBS, foi a única do Rio Grande do Sul a transmitir os jogos.

Na mídia impressa, os jornais da cidade do Rio de Janeiro ganharam destaque. Uma delas é os jornais O Globo e Extra, que ambos envolveram o conteúdo olímpico no impresso e no online. Durante os dias dos jogos, O Globo criou um caderno especial com edições em inglês e espanhol, que ambos foram distribuídos gratuitamente no Parque Olímpico, Vila Olímpica e Boulervard Olímpico do Porto. E essa iniciativa me lembra de Zero Hora, que durante as partidas da Copa do Mundo FIFA no Brasil circularam as edições bilíngues em alguns pontos de Porto Alegre. Falando em ZH, o jornal gaúcho também produziu o conteúdo olímpico num caderno especial, o 'ZH Olímpica'. Enquanto alguns jornais do Brasil se dedicaram a cobertura olímpica em cadernos especiais, outros como A Tarde, Jornal do Commercio e Diário Catarinense se 'ignoraram' e produziu o noticiário olímpico dentro do primeiro ou segundo caderno.

A 31ª edição dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro foi uma das primeiras a transmitir totalmente em alta definição - onde telespectadores de todas as capitais e cidades do interior do páis foram assistir com imagem de 1080i. E também em tecnologias que a qualidade é muito maior do que o de HDTV: 4K e 8K. É a TV do futuro chegando.

No próximo post, as personalidades que nos deixaram em 2016.

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*Com informações e apoio do: Diário Catarinense, Jornal de Santa Catarina, Zero Hora, Blog SULBRTV, Notícias do Dia, RICMAIS, Folha de S. Paulo, Meio&Mensagem, Portal IMPRENSA, O Estado do Maranhão, Diário do Nordeste, Diario de Pernambuco, Jornal da Paraíba, Mais PB, O Dia, O Globo, Portal Comunique-se, G1, Agencia France Presse, Jornal do Commercio, Folha de Pernambuco, Portal Cidade de Paudalho, O Popular, Jornal do Tocantins, GCN.NET.BR, El Comercio, La Nacion, TV Manaíra, TudoRádio.com, CBN, Site Agora na Bahia, Correio*, UOL, Portal NaTelinha, Bastidores da TV, Estadão, Portal 4, Comunicadores.info, RTVE.es, Radio Globo e VEJA.com.

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